R. Joaquim Floriano, 466 - Cj. 1014 (esquina com a R. Bandeira Paulista)

Itaim Bibi, São Paulo, SP

Tel/fax: 2165.2384 - 96307.5857

e-mail: dr.andredonato@gmail.com

Consultório

Ortopedia e Traumatologia, Cirurgia do Pé e Tornozelo, Medicina Esportiva. Tratamento e prevenção das lesões ortopédicas do joelho, tornozelo e pé.

Epicondilite Lateral do Cotovelo

A epicondilite lateral, também conhecida como "tennis elbow" ou "cotovelo do tenista", é a inflamação (com ou sem degeneração e/ou ruptura) que acomente a origem comum dos tendões extensores do antebraço, ao nível do cotovelo. Na prática, o quadro é caracterizado por dor na região lateral do cotovelo que inicialmente é leve e presente somente aos esforços e que evolui com piora progressiva quando não tratada, sendo que nos casos mais graves, pode se manifestar mesmo ao repouso.

É muito comum entre os praticantes de tênis, particularmente entre os atletas amadores, que muitas vezes realizam gesto técnico incorreto repetidas vezes durante os treinamentos. Porém, a epicondilite não é problema exclusivo dos atletas. Pode acometer trabalhadores braçais, donas de casa ou pessoas que utilizam computadores e digitam com muita frequência. O quadro pode se tornar crônico e de difícil tratamento quando não abordado em tempo adequado.

O Tratamento

Inicialmente é necessário o repouso para as atividades com o braço doente (nos casos de dor muito intensa pode-se realizar um período de imobilização), o uso de medicação anti-inflamatória e o tratamento fisioterápico. A fisioterapia objetiva a melhora do processo inflamatório e redução da dor, seguido de um programa de alongamentos e fortalecimento da musculatura extensora do antebraço. A infiltração local com corticóide é controversa pois, apesar de mostrar bons resultados, enfrequece o tendão infiltrado, podendo ocasionar rupturas futuras. Atualmente um novo método de tratamento tem se mostrado promissor nos casos onde há falha do tratamento fisioterápico. Este método é a aplicação do PRP (Plasma Rico em Plaquetas) diretamente sobre a lesão, visando estimular a regeneração tendínea. Quando todos os métodos descritos acima falharam, o tratamento cirúrgico estará indicado.

Prevenção

A melhor forma de prevenção, principalmente nos atletas amadores, está no aperfeiçoamento dos fundamentos do esporte, com cuidado especial para o golpe de "backhand", que gera a contração excêntrica dos extensores do punho. Outro fator importante na prevenção é o uso da raquete ideal, que deve ser mais maleável e com uma cabeça maior. A tensão aplicada às cordas da raquete não deve ser maior do que 60 libras pois, quanto maior a tensão, maior será a vibração transferida para o cotovelo, levando à lesão do tendão do músculo extensor radial curto do carpo, responsável pela epicondilite lateral. Um outro detalhe importante para todos os esportes de raquete é a empunhadura (grip) adequada, pois existem tamanhos diferentes, e o atleta deve escolher o tamanho mais confortável para seu uso.

Vale lembrar que os "braces" (imobilizadores) podem ajudar na prevenção da epicondilite lateral mas, se o atleta não tiver uma técnica correta, o imobilizador pode mascarar os sintomas, agravando a lesão.

Para maiores informações, consulte um ortopedista.