Arquivar 29 de maio, 2023

Lesão de Lisfranc

As lesões da articulação de Lisfranc são um tipo específico de lesão que ocorre na região do pé conhecida como articulação de Lisfranc. Essa articulação é formada pela união dos ossos do tarso com os metatarsos, sendo importante para a estabilidade e mobilidade do pé durante a marcha e atividades físicas.

Articulação de Lisfranc

As lesões da articulação de Lisfranc podem ser causadas por traumas diretos ou indiretos, como quedas, acidentes de carro, lesões esportivas ou até mesmo torções severas do pé. Essas lesões variam em gravidade, desde uma simples entorse até fraturas e deslocamentos completos da articulação.

Os principais sintomas de uma lesão na articulação de Lisfranc incluem dor intensa na região do médio pé, inchaço, hematoma, dificuldade em apoiar o peso do corpo no pé afetado e dificuldade em movimentar os dedos do pé. Em casos mais graves, pode haver deformidade visível.

Para diagnosticar uma lesão de Lisfranc, o médico realizará um exame físico detalhado, avaliando a dor, o inchaço e a estabilidade da articulação. Além disso, exames de imagem, como radiografias, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, podem ser solicitados para avaliar a extensão da lesão e verificar se há fraturas ou deslocamentos.

Fraturas com deslocamento da Lisfranc

O tratamento das lesões de Lisfranc depende da gravidade da lesão. Em casos mais leves, onde não há fraturas ou deslocamentos, o tratamento com uma bota ortopédica ou gesso, repouso, aplicação de gelo e uso de medicamentos para alívio da dor e redução do inchaço, podem ser suficientes

Nos casos mais graves, como fraturas ou deslocamentos da articulação, pode ser necessária intervenção cirúrgica. A cirurgia geralmente envolve a fixação dos ossos com placas, parafusos ou fios para restaurar a estabilidade e promover a cicatrização adequada. Após a cirurgia, o paciente precisará seguir um programa de reabilitação, que pode inclui a fisioterapia com exercícios específicos para fortalecer a musculatura e reabilitar a função do pé.

Tratamento cirúrgico com fios e parafusos

É importante destacar que as lesões da articulação de Lisfranc podem ter complicações a longo prazo se não forem tratadas adequadamente. A dor crônica, a instabilidade da articulação e a artrite pós-traumática são algumas das complicações que podem ocorrer. Portanto, é fundamental buscar tratamento médico adequado assim que os sintomas surgirem.

A prevenção de lesões na articulação de Lisfranc pode ser difícil, principalmente em casos de traumas acidentais. No entanto, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de lesões no pé, como usar calçados adequados para a prática da atividade física.

Agende sua consulta pelo telefone (11) 2165-2384 ou 96307-5857.

Cirurgia Minimamente Invasiva de Joanete

A cirurgia minimamente invasiva de joanete é uma técnica moderna para corrigir a deformidade do hálux valgo por meio de pequenas incisões na pele. O procedimento permite realizar cortes controlados no osso para corrigir o alinhamento do dedão, com menor exposição dos tecidos em comparação com as técnicas cirúrgicas convencionais.

Além das cicatrizes menores, a técnica pode proporcionar menor agressão aos tecidos e facilitar a recuperação em determinados pacientes. Entretanto, os resultados dependem da gravidade da deformidade, da técnica empregada e das características individuais de cada pé.

A indicação deve ser feita após avaliação por um ortopedista especialista em pé e tornozelo, considerando os sintomas, o exame físico e as radiografias.

O que é a cirurgia minimamente invasiva de joanete?

O joanete, conhecido na medicina como hálux valgo, é uma deformidade caracterizada pelo desvio do dedão em direção aos outros dedos e pela proeminência óssea na parte interna do pé.

Na cirurgia minimamente invasiva, também chamada de cirurgia percutânea, a correção é realizada por pequenas incisões, utilizando instrumentos específicos para realizar osteotomias, ou seja, cortes controlados nos ossos.

Essas osteotomias permitem reposicionar os ossos e corrigir o alinhamento do dedão. Dependendo da técnica escolhida, podem ser utilizados parafusos para manter a correção durante a consolidação óssea.

O objetivo não é apenas diminuir a saliência óssea, mas corrigir a deformidade e melhorar a função do pé.

Quais são as vantagens da cirurgia minimamente invasiva?

A cirurgia minimamente invasiva de joanete apresenta características que podem beneficiar determinados pacientes.

Incisões menores: a técnica utiliza pequenas aberturas na pele, geralmente resultando em cicatrizes menores do que as de algumas técnicas convencionais.

Menor dissecção dos tecidos: o acesso cirúrgico reduz a necessidade de exposição ampla das estruturas anatômicas, embora a extensão dessa vantagem dependa da técnica utilizada.

Possibilidade de recuperação mais rápida: algumas técnicas modernas permitem mobilização e apoio do pé precocemente, conforme a estabilidade da correção e a orientação do cirurgião.

Correção da deformidade: as osteotomias permitem corrigir o alinhamento ósseo, e não apenas remover a proeminência que caracteriza o joanete.

É importante ressaltar que pequenas incisões não significam ausência de riscos ou de restrições no pós-operatório. A recuperação também depende da consolidação óssea e do cumprimento das orientações médicas.

Quem pode fazer a cirurgia minimamente invasiva de joanete?

A técnica pode ser indicada para pacientes com hálux valgo doloroso que não obtiveram alívio adequado com o tratamento conservador.

A decisão depende de fatores como:

  • Intensidade da dor e dificuldade para utilizar calçados.
  • Grau e características da deformidade.
  • Alinhamento dos ossos do antepé.
  • Condições da articulação do dedão.
  • Presença de outras alterações associadas, como deformidades dos dedos menores ou do pé plano.
  • Qualidade óssea e condições clínicas do paciente.

A cirurgia minimamente invasiva pode ser utilizada em diferentes graus de deformidade, conforme a técnica e as características do caso. No entanto, nem todos os pacientes são bons candidatos a todas as modalidades de correção percutânea.

Por isso, a escolha da técnica deve ser individualizada após avaliação especializada.

Como é realizada a cirurgia?

O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com anestesia definida de acordo com as condições clínicas do paciente e o planejamento cirúrgico.

Por meio de pequenas incisões, o cirurgião utiliza instrumentos específicos para realizar os cortes ósseos necessários à correção do hálux valgo.

Nas técnicas modernas, o reposicionamento dos ossos pode ser estabilizado com parafusos, que mantêm a correção enquanto ocorre a consolidação óssea.

A escolha das osteotomias e a necessidade de procedimentos adicionais dependem da anatomia do pé e dos componentes da deformidade.

O planejamento inclui a avaliação das radiografias para determinar os ângulos envolvidos e definir a estratégia de correção mais adequada.

Como é a recuperação da cirurgia minimamente invasiva de joanete?

A recuperação varia conforme a técnica utilizada, a extensão da correção e as características individuais do paciente.

Em quase todos os casos, é possível pisar no chão já no mesmo dia da cirurgia, utilizando um calçado pós-operatório específico. Entretanto, a liberação para caminhar e a progressão das atividades devem seguir a orientação do cirurgião.

Nas primeiras semanas, é comum ocorrer inchaço, que pode persistir por alguns meses. A elevação do pé, os cuidados com o curativo e o uso correto do calçado pós-operatório são importantes durante essa fase.

O retorno ao trabalho depende da atividade profissional. Pessoas que trabalham sentadas geralmente podem retornar antes daquelas que permanecem muito tempo em pé ou realizam atividades físicas intensas.

A retomada de exercícios, corridas e esportes deve ocorrer gradualmente, conforme a evolução clínica e a consolidação óssea.

Apesar das incisões pequenas, a cirurgia exige cuidados e um período de recuperação. A técnica minimamente invasiva não elimina a necessidade de acompanhamento médico.

A cirurgia minimamente invasiva é melhor do que a cirurgia convencional?

As duas abordagens podem proporcionar bons resultados no tratamento do joanete.

A cirurgia minimamente invasiva tem como característica o acesso por pequenas incisões e, nas técnicas modernas, pode oferecer resultados clínicos e radiográficos comparáveis aos das técnicas abertas.

Entretanto, não existe uma única técnica que seja a melhor para todos os pacientes. A escolha depende da deformidade, das condições articulares, da experiência do cirurgião e dos objetivos do tratamento.

Em determinadas situações, uma técnica convencional pode oferecer vantagens para a correção planejada. Em outras, a abordagem minimamente invasiva pode ser uma excelente alternativa.

O mais importante é selecionar o procedimento capaz de corrigir adequadamente a deformidade, aliviar os sintomas e preservar a função do pé.

Quais são os riscos da cirurgia minimamente invasiva de joanete?

Como qualquer procedimento cirúrgico, a correção minimamente invasiva do joanete apresenta riscos.

Entre as possíveis complicações estão:

  • Infecção.
  • Consolidação óssea inadequada ou retardada.
  • Persistência da dor.
  • Correção insuficiente ou recorrência da deformidade.
  • Rigidez da articulação do dedão.
  • Alterações de sensibilidade.
  • Desconforto relacionado aos parafusos, quando utilizados.
  • Necessidade de uma nova cirurgia.

A frequência dessas complicações varia conforme a técnica, a gravidade da deformidade, as condições do paciente e a experiência da equipe cirúrgica.

O planejamento adequado e o acompanhamento pós-operatório são fundamentais para reduzir riscos e identificar precocemente eventuais problemas.

Quando operar o joanete?

A cirurgia geralmente é considerada quando o joanete provoca dor persistente, dificuldade para caminhar ou limitação para utilizar calçados, apesar das medidas conservadoras.

O tratamento inicial pode incluir o uso de calçados com espaço adequado para os dedos, adaptações para reduzir a pressão sobre a proeminência e outras medidas destinadas ao alívio dos sintomas.

Essas medidas podem melhorar o conforto, mas não corrigem a deformidade óssea.

A decisão de operar deve considerar o impacto dos sintomas na qualidade de vida e os benefícios e riscos esperados do procedimento. A aparência do pé, isoladamente, não costuma justificar uma cirurgia.

Agende uma avaliação especializada

Se o joanete provoca dor, dificulta o uso de calçados ou limita suas atividades, uma avaliação especializada pode ajudar a esclarecer as opções de tratamento.

O ortopedista especialista em pé e tornozelo poderá avaliar a deformidade, analisar as radiografias e determinar se a cirurgia minimamente invasiva é adequada para o seu caso.

Agende uma consulta para avaliar o seu joanete e conhecer as opções de tratamento disponíveis.