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Metatarsalgia: por que sinto dor na parte da frente do pé?

A dor na parte da frente do pé, especialmente na região próxima aos dedos, é uma queixa bastante frequente nos consultórios de ortopedia. Essa região é submetida a grandes cargas durante a caminhada e, por isso, está sujeita a diferentes problemas que podem provocar dor e dificuldade para caminhar.

Chamamos de metatarsalgia a dor localizada na região dos metatarsos, que são os ossos longos que fazem a ligação entre a parte central do pé e os dedos.

É importante entender que a metatarsalgia não é uma doença específica, mas um sintoma que pode ter diferentes causas. Identificar corretamente a origem da dor é fundamental para estabelecer o tratamento adequado.

Quais são as principais causas de metatarsalgia?

Existem diversas condições que podem provocar dor na região dos metatarsos. Entre as mais frequentes, destacam-se:

1. Sobrecarga dos metatarsos

Uma das causas mais comuns de dor na parte da frente do pé é a sobrecarga mecânica sobre os metatarsos.

Durante a caminhada, os ossos e as estruturas que ficam na região plantar do antepé recebem parte importante do peso corporal. Quando existe uma distribuição inadequada dessas cargas, alguns metatarsos podem ficar submetidos a uma pressão excessiva, provocando dor e inflamação dos tecidos ao redor.

Calosidades sob os metatarsos mostrando sobrecarga na região

Alterações na anatomia dos pés, como diferenças no comprimento dos metatarsos, deformidades dos dedos e determinadas alterações biomecânicas, podem favorecer esse problema.

A dor costuma piorar durante a caminhada e permanecer mais intensa na região plantar, logo abaixo dos ossos metatarsos.

2. Neuroma de Morton

O neuroma de Morton é uma alteração que ocorre em um dos nervos localizados entre os metatarsos, mais frequentemente entre o terceiro e o quarto dedos.

Os pacientes geralmente apresentam dor na parte da frente do pé, acompanhada de queimação, formigamento, choques ou sensação de dormência nos dedos.

Os sintomas costumam piorar com o uso de calçados apertados ou de salto alto.

Saiba mais sobre essa condição em nosso artigo: [Neuroma de Morton: sintomas, diagnóstico e tratamento].

3. Joanete (Hálux Valgo)

O joanete é uma deformidade caracterizada pelo desvio do dedão em direção aos outros dedos, acompanhado de uma proeminência óssea na parte interna do pé.

Além do desconforto provocado pela deformidade, o joanete pode modificar a distribuição das cargas durante a caminhada, favorecendo a sobrecarga dos metatarsos menores e provocando dor na parte da frente do pé.

Em alguns pacientes, essa sobrecarga pode levar ao desenvolvimento de calosidades na região plantar.

Saiba mais sobre o assunto em nosso artigo sobre [tratamento de joanete].

4. Lesão da placa plantar

A placa plantar é uma estrutura formada por tecido fibroso que fica na base dos dedos, ajudando a estabilizar as articulações entre os metatarsos e as falanges.

Quando essa estrutura sofre um processo de degeneração ou ruptura, pode ocorrer dor na região plantar do antepé, geralmente próxima à base do segundo ou terceiro dedo.

Em casos mais avançados, o paciente pode apresentar desvio dos dedos, elevação ou afastamento em relação aos dedos vizinhos.

Essa condição é uma causa importante de metatarsalgia e precisa ser diferenciada de outras doenças que provocam dor na mesma região.

5. Fraturas por estresse

As fraturas por estresse são pequenas lesões ósseas que surgem em consequência de cargas repetitivas sobre os metatarsos.

São mais frequentes em pessoas que praticam atividades físicas com impacto, principalmente quando ocorre aumento repentino da intensidade ou do volume dos exercícios.

A dor geralmente aparece durante a atividade física e pode evoluir para desconforto mesmo durante a caminhada habitual.

Como é feito o diagnóstico da metatarsalgia?

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica cuidadosa, incluindo a história dos sintomas e o exame físico dos pés.

O ortopedista procura identificar a localização exata da dor, verificar a presença de calosidades, deformidades dos dedos e alterações na distribuição das cargas sobre os metatarsos.

Os exames de imagem podem ser solicitados de acordo com a suspeita clínica:

  • Radiografias: permitem avaliar a anatomia dos metatarsos, o alinhamento dos dedos e possíveis alterações ósseas.
  • Ultrassonografia: pode ajudar a identificar alterações dos tecidos moles, como neuroma de Morton e lesões da placa plantar.
  • Ressonância magnética: permite uma avaliação mais detalhada das estruturas ósseas e dos tecidos moles, sendo especialmente útil em casos selecionados.

A escolha dos exames depende da hipótese diagnóstica estabelecida durante a consulta.

Como tratar a metatarsalgia?

O tratamento depende da causa da dor. Por isso, não existe uma única abordagem que seja adequada para todos os pacientes.

De maneira geral, o tratamento inicial pode incluir:

Adaptação dos calçados: utilizar calçados confortáveis, com espaço adequado para os dedos e solado que ajude a distribuir as cargas sobre a região anterior do pé.

Palmilhas ortopédicas: podem ajudar a redistribuir a pressão plantar e diminuir a sobrecarga sobre os metatarsos. Em alguns casos, utiliza-se um apoio específico chamado barra ou apoio retrocapital.

Modificação das atividades físicas: reduzir temporariamente atividades que provoquem impacto ou aumentem a dor pode ser necessário, especialmente nos casos relacionados à sobrecarga mecânica.

Medicação e fisioterapia: podem ser utilizadas como medidas complementares, dependendo da causa e das características de cada paciente.

Quando existe uma alteração anatômica importante ou quando o tratamento conservador não proporciona melhora satisfatória, pode ser necessário considerar o tratamento cirúrgico.

Quando devo procurar um ortopedista?

A dor na parte da frente do pé não deve ser considerada simplesmente uma consequência do uso de calçados ou do excesso de caminhada, principalmente quando persiste ou começa a limitar as atividades habituais.

A avaliação de um ortopedista especialista em pé e tornozelo permite identificar a causa da metatarsalgia e estabelecer um tratamento direcionado ao problema.

O diagnóstico correto é fundamental para evitar tratamentos inadequados e proporcionar um alívio duradouro dos sintomas.


Para agendar uma consulta, ligue (11) 2165-2384 / (11) 96307-5857.

Para falar com o Dr. André Donato: dr.andredonato@gmail.com

Dor no calcanhar: causas, sintomas e tratamentos

Dor no calcanhar: o que pode ser, quais são as causas e como tratar?

Sentir dor no calcanhar ao levantar da cama, ao caminhar ou depois de passar muito tempo em pé é um problema bastante comum. Em algumas pessoas, a dor aparece apenas nos primeiros passos da manhã. Em outras, incomoda durante todo o dia e chega a dificultar atividades simples, como caminhar, trabalhar ou praticar exercícios físicos.

Muitas pessoas acreditam que a dor no calcanhar é sempre causada por um esporão. Mas isso não é verdade. Existem diferentes problemas que podem provocar dor nessa região, e cada um deles precisa de uma abordagem específica.

Uma das causas mais frequentes é a fascite plantar, uma inflamação ou alteração da estrutura que fica na sola do pé e ajuda a sustentar o arco plantar. Entretanto, problemas no tendão de Aquiles, pequenas lesões no osso do calcanhar e até compressões de nervos também podem provocar sintomas semelhantes.

A localização da dor e o momento em que ela aparece ajudam bastante a identificar sua causa. Por isso, entender o que está acontecendo é o primeiro passo para escolher o tratamento correto.

Neste artigo, vamos explicar quais são as principais causas de dor no calcanhar, como identificar cada problema e quais tratamentos podem ajudar a aliviar os sintomas.

Quais são as principais causas de dor no calcanhar?

O calcanhar é uma região que recebe grande parte do peso do corpo durante a caminhada. Por isso, está sujeito a sobrecargas e diferentes tipos de lesões.

Uma informação importante é que a localização da dor pode ajudar a identificar sua origem. Quando ela aparece na parte de baixo do calcanhar, por exemplo, pensamos principalmente na fascite plantar. Quando incomoda atrás do calcanhar, os problemas no tendão de Aquiles e nas estruturas próximas são possibilidades importantes.

Vamos conhecer as causas mais frequentes.

1. Fascite plantar

A fascite plantar é uma das causas mais comuns de dor no calcanhar.

A fáscia plantar é uma faixa de tecido resistente que fica na sola do pé, ligando o calcanhar à região dos dedos. Ela funciona como uma espécie de sustentação natural do arco do pé e participa da distribuição das forças durante a caminhada.

Quando essa estrutura sofre sobrecarga repetida, podem surgir alterações que provocam dor, principalmente na região próxima ao calcanhar.

Uma característica bastante comum é sentir muita dor nos primeiros passos da manhã ou depois de permanecer sentado por algum tempo. Muitas vezes, a dor melhora depois de alguns minutos caminhando, mas pode voltar após períodos prolongados em pé ou durante atividades físicas.

O problema pode estar relacionado a diferentes fatores, como aumento da atividade física, ganho de peso, uso de calçados inadequados e alterações na mecânica dos pés.

O tratamento geralmente começa com medidas para reduzir a sobrecarga, exercícios específicos, fisioterapia e, em alguns casos, uso de palmilhas.

2. Esporão de calcâneo

O esporão de calcâneo é uma pequena formação óssea que aparece no osso do calcanhar, geralmente na região onde a fáscia plantar se prende.

É muito comum encontrar esporões em radiografias de pessoas que apresentam dor no calcanhar. Entretanto, existe um detalhe importante: muitas pessoas têm esporão e não sentem absolutamente nada.

Isso acontece porque o esporão, por si só, nem sempre é o responsável pela dor. Frequentemente, o desconforto está relacionado às alterações da fáscia plantar que acontecem na mesma região.

Por esse motivo, encontrar um esporão no exame de raio-X não significa necessariamente que ele precise ser tratado ou retirado por cirurgia.

O mais importante é identificar a verdadeira origem da dor e tratar o problema responsável pelos sintomas.

3. Tendinite do tendão de Aquiles

O tendão de Aquiles fica na parte de trás do tornozelo e liga os músculos da panturrilha ao osso do calcanhar. Ele é fundamental para caminhar, correr, subir escadas e ficar na ponta dos pés.

Quando esse tendão sofre sobrecarga, podem surgir alterações que provocam dor na parte posterior do calcanhar.

O paciente costuma perceber dor ao caminhar, correr ou subir escadas. Também pode sentir rigidez e desconforto ao levantar pela manhã ou depois de permanecer muito tempo em repouso.

Em alguns casos, a dor aparece exatamente no local onde o tendão se prende ao osso do calcanhar.

O tratamento depende da gravidade do problema e pode envolver ajustes nas atividades físicas, fisioterapia, exercícios para fortalecimento da panturrilha e outras medidas específicas.

4. Bursite retrocalcânea

A bursite retrocalcânea é uma inflamação de uma pequena bolsa que fica entre o tendão de Aquiles e o osso do calcanhar.

Essa bolsa funciona como uma proteção, diminuindo o atrito entre as estruturas durante os movimentos do tornozelo.

Quando fica inflamada, pode provocar dor na parte de trás do calcanhar, principalmente ao caminhar ou utilizar calçados que pressionam essa região.

Algumas pessoas também apresentam inchaço e sensibilidade ao tocar a parte posterior do calcanhar.

O tratamento costuma envolver redução da pressão sobre a região, ajustes nos calçados, fisioterapia e controle da inflamação, conforme a avaliação médica.

5. Compressão de nervos

Nem toda dor no calcanhar tem origem nos músculos, tendões ou ossos. Em algumas situações, o problema está relacionado à compressão de um nervo.

Essa compressão pode provocar dor acompanhada de queimação, formigamento, sensação de choque ou dormência na região do pé.

Uma das possibilidades é a síndrome do túnel do tarso, que ocorre quando um nervo é comprimido na região interna do tornozelo.

Nesses casos, é importante realizar uma avaliação cuidadosa para identificar a origem dos sintomas e definir o tratamento adequado.

6. Fratura por estresse do calcâneo

O osso do calcanhar também pode sofrer pequenas lesões provocadas por sobrecarga repetida. Essas lesões são chamadas de fraturas por estresse.

Elas podem aparecer principalmente em pessoas que aumentam muito rapidamente a intensidade dos exercícios, começam a correr longas distâncias ou passam a realizar atividades físicas mais intensas sem adaptação adequada.

A dor geralmente piora com o apoio do pé e pode se tornar progressivamente mais intensa.

Diferentemente de algumas outras causas de dor no calcanhar, a fratura por estresse exige cuidados específicos e, em determinadas situações, redução temporária do apoio e da atividade física.

Por isso, uma dor persistente ou progressiva no calcanhar não deve ser ignorada.

Como é feito o diagnóstico da dor no calcanhar?

O diagnóstico começa com uma conversa e um exame físico realizados pelo ortopedista.

A localização da dor, o tempo de evolução dos sintomas, as atividades que provocam desconforto e a presença de outros sinais ajudam a identificar a possível causa do problema.

Durante o exame, o médico avalia a região dolorosa, a mobilidade do tornozelo, a musculatura da panturrilha e a maneira como o paciente apoia os pés.

Em algumas situações, podem ser necessários exames complementares.

A radiografia ajuda a avaliar os ossos e identificar alterações como o esporão de calcâneo. O ultrassom pode mostrar alterações na fáscia plantar e nos tendões. Já a ressonância magnética pode ser indicada quando existe suspeita de lesões mais complexas ou quando os sintomas não são esclarecidos pelos exames iniciais.

Nem todo paciente precisa realizar todos esses exames. A escolha depende da suspeita clínica e dos resultados da avaliação.

Quais são os tratamentos para dor no calcanhar?

O tratamento depende da causa da dor. Não existe uma única solução que funcione para todos os problemas do calcanhar.

Na maioria dos casos, começamos com medidas menos invasivas, buscando diminuir a sobrecarga na região e permitir a recuperação dos tecidos.

Entre as principais opções estão:

1. Fisioterapia e exercícios

A fisioterapia tem papel importante no tratamento de diversas causas de dor no calcanhar.

Os exercícios podem ajudar a melhorar a flexibilidade, fortalecer a musculatura da panturrilha e dos pés e reduzir a sobrecarga sobre as estruturas dolorosas.

Na fascite plantar, por exemplo, exercícios específicos de alongamento da fáscia e da musculatura da panturrilha podem contribuir para a melhora dos sintomas.

Nos problemas do tendão de Aquiles, exercícios de fortalecimento progressivo são especialmente importantes para recuperar a capacidade do tendão de suportar as cargas do dia a dia.

2. Palmilhas e calçados adequados

Em alguns pacientes, o uso de palmilhas pode ajudar a distribuir melhor a pressão sobre a planta do pé e diminuir a sobrecarga na região do calcanhar.

A escolha do calçado também merece atenção. Sapatos muito rígidos, desgastados ou que pressionam diretamente a região dolorosa podem piorar os sintomas.

Entretanto, palmilhas não são necessárias para todos os pacientes. Sua indicação deve considerar o tipo de problema e as características de cada pé.

3. Medicamentos e controle da dor

Dependendo da causa e da intensidade dos sintomas, podem ser utilizados medicamentos para aliviar a dor e controlar a inflamação.

Entretanto, é importante entender que os medicamentos ajudam principalmente no controle dos sintomas. Eles não necessariamente corrigem o problema que está provocando a dor.

Por isso, devem fazer parte de um tratamento individualizado, e não ser utilizados como única medida por períodos prolongados.

4. Terapia por ondas de choque

A terapia por ondas de choque é um tratamento não cirúrgico que utiliza ondas acústicas de alta energia aplicadas diretamente na região dolorosa.

O objetivo é estimular respostas biológicas nos tecidos, favorecendo os processos de recuperação e ajudando a reduzir a dor.

Esse tratamento tem sido bastante utilizado em pacientes com fascite plantar crônica, especialmente naqueles que não apresentaram melhora satisfatória com as medidas iniciais.

Uma das vantagens é que o procedimento não exige cirurgia e geralmente permite que o paciente retome suas atividades habituais rapidamente.

Normalmente, são realizadas algumas sessões, com intervalos entre elas. A quantidade de sessões e os parâmetros utilizados dependem do problema tratado e da resposta de cada paciente.

É importante destacar que a terapia por ondas de choque não é indicada para todos os tipos de dor no calcanhar. Sua utilização depende de um diagnóstico adequado e da avaliação das características de cada caso.

5. Infiltrações

Em algumas situações, quando a dor persiste apesar do tratamento convencional, podem ser consideradas infiltrações.

O procedimento consiste na aplicação de uma substância diretamente na região afetada, com o objetivo de aliviar os sintomas ou modificar a resposta dos tecidos.

A indicação depende da estrutura comprometida e do diagnóstico.

No caso da fascite plantar, por exemplo, infiltrações com corticoides podem proporcionar alívio da dor, mas precisam ser utilizadas com cautela, pois apresentam riscos, incluindo enfraquecimento e possível ruptura da fáscia plantar.

Por isso, não são consideradas uma solução de primeira escolha para todos os pacientes.

6. Infiltração de ácido hialurônico

O ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no organismo e bastante conhecida por sua utilização em tratamentos de algumas doenças articulares.

Seu uso também vem sendo estudado para determinadas condições que provocam dor no calcanhar, incluindo a fascite plantar.

A proposta é melhorar as condições do tecido e contribuir para a redução dos sintomas.

Entretanto, embora existam estudos com resultados promissores, as evidências ainda são limitadas e não permitem considerar essa infiltração um tratamento de eficácia definitivamente estabelecida para a fascite plantar.

Portanto, sua indicação deve ser criteriosa, considerando as alternativas disponíveis e as características de cada paciente.

7. Cirurgia para dor no calcanhar

A cirurgia é reservada para situações específicas, principalmente quando existe uma causa bem identificada e os tratamentos não cirúrgicos não proporcionaram melhora satisfatória.

Na fascite plantar, por exemplo, a cirurgia pode ser considerada em casos crônicos e resistentes ao tratamento, após um período adequado de acompanhamento.

Nos problemas do tendão de Aquiles, a cirurgia pode ser necessária quando existem lesões importantes ou alterações estruturais que não respondem ao tratamento conservador.

É importante lembrar que a cirurgia não é necessária na maioria dos pacientes com dor no calcanhar. A decisão deve ser individualizada, considerando os sintomas, os exames e as possibilidades de recuperação.

Quando devo procurar um ortopedista?

Se a dor no calcanhar persiste por vários dias, volta frequentemente ou começa a dificultar suas atividades habituais, é importante procurar uma avaliação especializada.

Também merecem atenção situações em que existe dor intensa, inchaço importante, dificuldade para apoiar o pé ou início súbito dos sintomas após uma atividade física ou trauma.

Quanto mais cedo identificamos a causa do problema, maiores são as possibilidades de estabelecer um tratamento adequado e evitar a persistência dos sintomas.

Perguntas frequentes sobre dor no calcanhar

1. Dor no calcanhar ao acordar é sinal de fascite plantar?

É uma característica bastante comum da fascite plantar. Geralmente, a dor é mais intensa nos primeiros passos da manhã e melhora depois de alguns minutos caminhando. Entretanto, outras condições também podem provocar sintomas semelhantes.

2. Esporão de calcâneo tem cura?

O esporão é uma formação óssea e não costuma desaparecer espontaneamente. Entretanto, isso não significa que precise ser retirado. Muitas pessoas apresentam esporão sem qualquer dor. O tratamento deve ser direcionado à causa dos sintomas.

3. Fascite plantar pode desaparecer sozinha?

Em alguns pacientes, os sintomas melhoram com o tempo e com a redução das sobrecargas. Entretanto, exercícios, fisioterapia e outras medidas podem acelerar a recuperação e reduzir o risco de persistência do problema.

4. Terapia por ondas de choque funciona para fascite plantar?

Sim. Existem estudos que demonstram bons resultados, principalmente em pacientes com fascite plantar crônica que não melhoraram com o tratamento inicial. A indicação depende de uma avaliação individualizada.

5. Quando é necessário operar a fascite plantar?

A cirurgia é considerada apenas em uma pequena parcela dos pacientes, geralmente quando a dor persiste por muitos meses e não responde adequadamente aos diferentes tratamentos não cirúrgicos.

6. Posso continuar caminhando ou praticando exercícios com dor no calcanhar?

Depende da causa e da intensidade da dor. Em muitos casos, é possível manter alguma atividade física, desde que sejam feitos ajustes para evitar sobrecarga. Entretanto, situações como fraturas por estresse exigem cuidados específicos.

Conclusão

A dor no calcanhar pode ter diferentes causas, e identificar corretamente o problema é fundamental para escolher o tratamento mais adequado.

Embora a fascite plantar e o esporão de calcâneo sejam condições bastante conhecidas, problemas no tendão de Aquiles, compressões nervosas e lesões ósseas também podem provocar sintomas nessa região.

Atualmente, existem diversas opções de tratamento, desde fisioterapia e palmilhas até terapias mais específicas, como ondas de choque e infiltrações. A cirurgia fica reservada para situações selecionadas.

Se você apresenta dor no calcanhar, procure um ortopedista especialista em pé e tornozelo para identificar a origem do problema e receber uma orientação adequada.

Dr. André Donato
Ortopedia e Cirurgia do Pé e Tornozelo

PRP na Ortopedia: A Liberação pela ANVISA e o Futuro do Tratamento de Lesões

PRP NA ORTOPEDIA: A LIBERAÇÃO PELA ANVISA E O FUTURO DO TRATAMENTO DE LESÕES

Análise técnica sobre a regulamentação do Plasma Rico em Plaquetas e seus benefícios clínicos

29 de julho de 2026


1. Introdução e Contexto Regulatório

O cenário da medicina regenerativa no Brasil alcançou um marco histórico neste mês de julho de 2026. Após anos de debates técnicos e estudos clínicos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a Resolução nº 2.464/2026, que oficializa e regulamenta o uso do Plasma Rico em Plaquetas (PRP) como procedimento médico adjuvante em território nacional. Esta decisão, alinhada às diretrizes de segurança da ANVISA, encerra um período de incertezas e abre as portas para que pacientes com lesões ortopédicas tenham acesso a um tratamento regenerativo de ponta, com respaldo ético e científico.

2. O que é PRP e como funciona?

O Plasma Rico em Plaquetas (PRP) é um concentrado autólogo de proteínas plasmáticas derivado do sangue do próprio paciente. O processo consiste na coleta de uma pequena amostra sanguínea, que é submetida a uma centrifugação controlada para separar e concentrar as plaquetas em um volume reduzido de plasma.

As plaquetas são fundamentais não apenas para a coagulação, mas também por serem reservatórios naturais de fatores de crescimento, como o PDGF, TGF-β e VEGF. Quando injetado no local da lesão, o PRP libera essas substâncias que estimulam a proliferação celular, a angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) e a síntese de colágeno, acelerando drasticamente o processo de cicatrização de tecidos que, naturalmente, possuem baixo potencial de regeneração.

3. Aplicações comprovadas em lesões ortopédicas

A aplicação do PRP ortopedia tem demonstrado resultados superiores em diversas patologias musculoesqueléticas. A literatura médica atual aponta eficácia robusta nas seguintes condições:

  • Osteoartrite de joelho e quadril: Redução da dor inflamatória e melhora da viscosidade sinovial.
  • Tendinopatias crônicas: Especialmente no manguito rotador (ombro), tendão de Aquiles e patelar.
  • Epicondilite lateral: Popularmente conhecida como “cotovelo de tenista”.
  • Fascite plantar: Tratamento de dores crônicas no calcanhar resistentes a métodos convencionais.
  • Lesões musculares agudas: Redução do tempo de recuperação em atletas e pacientes ativos.
  • Lesões ligamentares: Auxílio na estabilização e cicatrização de ligamentos rompidos parcialmente.

4. A regulamentação ANVISA: o que muda?

A ANVISA PRP estabeleceu critérios rigorosos através da Nota Técnica nº 29/2024, que serve como base para a prática segura em 2026. A principal mudança reside na padronização do preparo. Não se trata mais de um procedimento artesanal, mas de um processo que exige:

  1. Sistemas Fechados: O processamento deve ocorrer em kits específicos que impeçam o contato do sangue com o ambiente externo, mitigando riscos de contaminação.
  2. Rastreabilidade: Cada aplicação deve ser devidamente documentada, garantindo que o material biológico seja utilizado exclusivamente no próprio doador.
  3. Habilitação Profissional: Apenas médicos treinados e em ambientes que cumpram as normas de vigilância sanitária podem realizar a aplicação.
  4. Qualidade do Concentrado: Definição de parâmetros mínimos de concentração plaquetária para que o efeito terapêutico seja atingido.

5. Por que o PRP é uma revolução na ortopedia?

A consolidação do plasma rico em plaquetas como ferramenta terapêutica transforma a abordagem clínica por cinco motivos principais:

  • Segurança Biológica: Por ser um produto autólogo (do próprio paciente), o risco de reações alérgicas ou rejeição é virtualmente nulo.
  • Procedimento Minimamente Invasivo: Realizado em ambiente ambulatorial, muitas vezes guiado por ultrassom, sem necessidade de internação hospitalar.
  • Redução do Uso de Corticoides: Oferece uma alternativa superior às infiltrações de corticoides, que podem fragilizar tendões a longo prazo.
  • Custo-Benefício: Diminui a necessidade de intervenções cirúrgicas complexas e reduz o tempo de afastamento laboral.
  • Estímulo à Cura Real: Diferente de analgésicos que apenas mascaram a dor, o PRP atua na biologia da lesão, promovendo a reparação tecidual.

6. Próximos passos para pacientes

Pacientes que buscam o tratamento devem procurar um ortopedista especializado. É fundamental uma avaliação criteriosa para determinar se a lesão possui indicação para o PRP. Com a regulamentação de julho de 2026, o acesso tornou-se mais seguro, permitindo que o plano de tratamento seja conduzido dentro dos mais altos padrões éticos e sanitários exigidos pelas autoridades brasileiras.

7. Fontes e links para aprofundamento

https://oglobo.globo.com/google/amp/saude/noticia/2026/07/15/cfm-libera-uso-de-plasma-rico-em-plaquetas-para-tratamento-de-condicoes-especificas-entenda-e-saiba-quais.ghtml

Ruptura do Tendão de Aquiles: Causas, Sintomas e Tratamento

A ruptura do tendão de Aquiles é uma lesão que assusta — e com razão. O tendão de Aquiles é a estrutura que liga a musculatura da panturrilha ao osso do calcanhar. É o tendão mais forte do corpo humano e o grande responsável pela força de propulsão que usamos para caminhar e correr.

A boa notícia é que, com o tratamento adequado, a grande maioria dos pacientes recupera a função do membro e volta às suas atividades, inclusive esportivas.

Neste artigo, você vai entender o que causa a ruptura, como identificar os sintomas, quais as opções de tratamento e o tempo esperado de recuperação.

O que é o Tendão de Aquiles?

O tendão de Aquiles pode sofrer com problemas que vão desde as tendinites e tendinopatias — processos inflamatórios e degenerativos — até as rupturas completas. A ruptura ocorre quando a musculatura da panturrilha exerce uma tração elevada e súbita sobre o tendão, como nos movimentos de arranque ou saltos.

Em pacientes mais velhos, a ruptura pode ocorrer com traumas de menor energia, como uma força exagerada ao empurrar um objeto pesado.

Principais causas

A ruptura do tendão de Aquiles é mais frequente em:

  • Atletas amadores, especialmente os que praticam o famoso “futebol do final de semana”
  • Esportes com movimentos de arranque, corrida e salto
  • Pacientes com tendinopatia de Aquiles prévia (tendão já fragilizado)
  • Uso de medicações como corticoides e algumas classes de antibióticos (fluoroquinolonas)
  • Pacientes acima de 40 anos, com menor elasticidade tendínea

Síndrome da Pedrada: como identificar a lesão

A ruptura do tendão de Aquiles é também conhecida como “síndrome da pedrada”. O nome descreve exatamente a sensação: no momento em que a pessoa inicia uma arrancada rápida para a corrida, sente um tranco na parte de trás da perna ou tornozelo, como se tivesse recebido uma pancada ou pedrada no local.

Os sintomas imediatos incluem:

  • Dor intensa na região posterior do tornozelo
  • Sensação de “estalo” ou “tranco” no momento da lesão
  • Incapacidade parcial ou total de apoiar o pé no chão
  • Dificuldade ou impossibilidade de ficar na ponta dos pés
  • Inchaço e hematoma na região

Atenção: se você suspeita de uma ruptura do tendão de Aquiles, procure atendimento médico com urgência. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo ortopedista especialista em pé e tornozelo por meio do exame clínico. O médico irá palpar a região do tendão e realizar manobras específicas, como o teste de Thompson (apertar a panturrilha e observar se o pé se movimenta).

Exames de imagem como a Ultrassonografia e a Ressonância Magnética podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da lesão.

Tratamento: cirúrgico ou não cirúrgico?

O tratamento ideal deve ser individualizado, levando em conta a idade do paciente, seu nível de atividade física e a presença de doenças associadas.

Tratamento não cirúrgico

Reservado para pacientes com menor demanda física e para casos diagnosticados precocemente. Consiste em:

  • Imobilização por aproximadamente 2 meses
  • Programa de reabilitação fisioterápica intenso
  • Uso de bota ortopédica com ajuste gradual do ângulo do pé

É importante saber que os tendões tratados de forma não cirúrgica apresentam risco maior de nova ruptura dentro dos primeiros 12 meses após a lesão inicial e podem cicatrizar ligeiramente alongados, o que pode causar perda de força na perna e prejudicar o caminhar e a performance esportiva. Entretanto, tratar sem cirurgia não significa que as sequelas ocorrerão em todos os casos.

Tratamento cirúrgico

Indicado principalmente para pacientes jovens e atletas. A cirurgia é capaz de restabelecer por completo a anatomia e função do tendão, sem déficit de força.

A recuperação pós-operatória inclui:

  • Imobilização por 4 a 6 semanas
  • Fisioterapia motora para recuperar força, equilíbrio e resistência
  • Apoio precoce do pé para caminhar (protegido pela imobilização) — estudos mostram que isso promove cicatrização de melhor qualidade das fibras do tendão
  • Retorno à corrida entre 4 e 6 meses após a cirurgia
  • A partir do 3º mês, o paciente já pode praticar caminhada, bicicleta e musculação

Tempo de recuperação

AtividadePrazo estimado
Caminhar com imobilizaçãoImediato (com proteção)
Retirar imobilização4 a 6 semanas
Caminhada, bicicleta, musculaçãoA partir de 3 meses
Retorno à corrida4 a 6 meses
Retorno a esportes de alto impacto6 a 9 meses

Perguntas Frequentes (FAQ)

A ruptura do tendão de Aquiles precisa de cirurgia?

Depende. Para pacientes jovens, atletas ou pessoas com alta demanda física, a cirurgia é a melhor opção pois restaura a força original do tendão. Para pacientes idosos ou com baixa demanda, o tratamento não cirúrgico pode ser suficiente.

Quanto tempo leva para voltar a andar normalmente?

Com o tratamento cirúrgico, o paciente já caminha com imobilização desde o primeiro dia. O retorno à marcha sem proteção ocorre entre 4 a 6 semanas, e a caminhada sem limitações por volta de 3 meses.

É possível romper o tendão de Aquiles dos dois lados?

Sim, embora seja raro. A ruptura bilateral pode ocorrer em pacientes que fazem uso prolongado de corticoides, esteroides anabolizantes ou que têm doenças sistêmicas que fragilizam os tendões.

O que acontece se não tratar a ruptura?

Sem tratamento, o tendão pode cicatrizar de forma inadequada e alongada, resultando em perda permanente de força, dificuldade para caminhar e incapacidade para correr ou praticar esportes.

Fisioterapia é obrigatória após a cirurgia?

Sim. A reabilitação fisioterápica é parte fundamental do tratamento. Ela recupera a força muscular, o equilíbrio, a propriocepção e a resistência do membro operado, além de prevenir novas lesões.

Qual a diferença entre tendinite e ruptura do tendão de Aquiles?

A tendinite é uma inflamação do tendão, que causa dor mas mantém a estrutura íntegra. A ruptura é o rompimento completo ou parcial das fibras do tendão, com perda de função. Saiba mais sobre tendinopatias do Aquiles em nossos artigos.

Quando procurar um especialista?

Se você ouviu um estalo na panturrilha durante atividade física, sentiu dor intensa na parte de trás do tornozelo e não consegue ficar na ponta do pé, procure imediatamente um ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem toda a diferença no resultado final.

Dr. André Donato Baptista — Ortopedista Especialista em Cirurgia do Pé e Tornozelo
Formado pela USP, com atuação nos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz. Foi médico da Seleção Brasileira Feminina de Voleibol (2005-2010).

Agende sua consulta: (11) 2165-2384 | 96307-5857
E-mail: dr.andredonato@gmail.com

Consultório: Rua Joaquim Floriano, 466, cj. 1014 — Itaim Bibi, São Paulo

Hálux Valgo (Joanete): Tratamento e Cirurgia em São Paulo

O hálux valgo, popularmente conhecido como joanete, é uma deformidade do pé que causa desvio do dedão em direção aos outros dedos, associado ao desvio do primeiro metatarso (osso do pé). Essa alteração modifica o alinhamento da parte da frente do pé e pode provocar dor, dificuldade para usar determinados calçados e limitar as atividades do dia a dia.

O tratamento depende dos sintomas, do grau da deformidade, das características do pé e das necessidades de cada paciente. Nem todo joanete precisa de cirurgia.

Quais são as causas do joanete?

O joanete pode ter várias causas. Sua formação pode estar relacionada a características hereditárias, anatomia do pé, mobilidade articular, tipo de pisada, etc.

Entre os fatores associados estão:

  • Predisposição familiar: a ocorrência de joanetes em outros membros da família é frequente.
  • Características anatômicas: a forma dos ossos, a orientação das articulações e a mobilidade do primeiro raio podem contribuir para a deformidade.
  • Calçados inadequados: sapatos com a parte anterior estreita e salto elevado podem aumentar a pressão sobre o antepé e agravar os sintomas.
  • Alterações associadas do pé: outras deformidades e condições biomecânicas podem influenciar a distribuição das cargas durante a marcha.

Calçados apertados não são a única causa do joanete, e pessoas que utilizam calçados adequados também podem desenvolver a deformidade.

Quais são os sintomas do joanete?

A apresentação clínica varia conforme a gravidade da deformidade e a presença de irritação local ou alterações associadas.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor na parte interna do pé, junto à base do dedão.
  • Vermelhidão e inchaço após caminhar ou utilizar determinados calçados.
  • Dificuldade para encontrar sapatos confortáveis.
  • Desvio progressivo do dedão em direção ao segundo dedo.
  • Formação de calosidades e áreas de atrito.
  • Dor na região plantar do antepé, especialmente quando há sobrecarga dos metatarsianos.
  • Em casos mais avançados, sobreposição ou conflito entre os dedos.

A presença de dor persistente, limitação para caminhar ou dificuldade para realizar atividades habituais justifica uma avaliação ortopédica.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é baseado na história clínica e no exame físico. Durante a consulta, são avaliados o alinhamento dos dedos, a mobilidade das articulações, os pontos dolorosos, a presença de calosidades e possíveis deformidades associadas.

As radiografias dos pés com carga, realizadas com o paciente em pé, são importantes para analisar o alinhamento ósseo, medir os ângulos relevantes e avaliar a articulação metatarsofalângica.

Essas informações ajudam a caracterizar a deformidade e a escolher o tratamento mais adequado. Em situações específicas, exames adicionais podem ser necessários para investigar outras alterações.

Qual é o tratamento para o joanete?

O tratamento depende principalmente dos sintomas e do impacto da deformidade na qualidade de vida. A decisão deve considerar as necessidades individuais, as atividades habituais e as expectativas do paciente.

Tratamento sem cirurgia

Nos casos em que os sintomas são leves ou moderados, medidas conservadoras podem proporcionar alívio e melhorar a tolerância às atividades diárias.

As principais opções incluem:

  • Adaptação dos calçados: utilizar modelos com espaço suficiente para os dedos, evitando compressão da região anterior do pé.
  • Protetores para o joanete: podem reduzir o atrito entre a proeminência e o calçado.
  • Palmilhas, quando indicadas: podem ajudar a distribuir a pressão plantar e tratar alterações biomecânicas associadas.
  • Controle da dor: medidas locais e medicamentos podem ser considerados conforme a avaliação médica e as condições clínicas do paciente.
  • Adaptação das atividades: modificar temporariamente as atividades que provocam dor pode ajudar a controlar os sintomas.

Essas medidas não corrigem permanentemente o desalinhamento ósseo. Seu objetivo é reduzir a dor, melhorar o conforto e facilitar a realização das atividades habituais.

Quando a cirurgia de joanete é indicada?

A cirurgia pode ser indicada quando a dor persiste apesar das medidas conservadoras, quando há limitação funcional relevante ou quando a deformidade provoca problemas associados.

A indicação não deve ser baseada apenas na aparência do pé ou no tamanho da proeminência. O objetivo é tratar os sintomas e melhorar a função, considerando os benefícios esperados e os riscos do procedimento.

A avaliação individual é essencial para definir se a cirurgia é apropriada e qual técnica oferece a melhor solução para cada caso.

Como é feita a cirurgia de hálux valgo?

Existem diferentes técnicas cirúrgicas para corrigir o hálux valgo. A escolha depende do grau e das características da deformidade, do alinhamento dos ossos, da condição da articulação e de eventuais alterações associadas.

Em muitas técnicas, são realizadas osteotomias, que consistem em cortes ósseos planejados para reposicionar os ossos e melhorar o alinhamento do dedão. A correção pode ser complementada por procedimentos nos tecidos moles ou em outros ossos, quando necessário.

Cirurgia minimamente invasiva do joanete

A cirurgia minimamente invasiva do pé utiliza pequenas incisões para realizar procedimentos ósseos e correções da deformidade com instrumentos específicos e controle por imagem.

Em pacientes selecionados, essa abordagem pode oferecer vantagens relacionadas à extensão das incisões e ao manejo dos tecidos. Entretanto, não é a melhor opção para todos os casos, e seus resultados dependem da indicação, da técnica empregada e da experiência da equipe cirúrgica.

A cirurgia minimamente invasiva não elimina os riscos inerentes ao procedimento. A escolha entre técnicas percutâneas e técnicas abertas deve ser individualizada, considerando a anatomia e as necessidades de cada paciente.

Como é a recuperação após a cirurgia de joanete?

A recuperação varia conforme a técnica utilizada, a extensão da correção, as condições de saúde do paciente e a evolução da consolidação óssea.

O período pós-operatório pode incluir uso de calçado específico, controle do edema, cuidados com a ferida operatória e acompanhamento clínico e radiográfico.

A possibilidade de apoiar o pé e caminhar desde o início depende do procedimento realizado e das orientações do cirurgião. O retorno aos calçados habituais, às atividades físicas e ao trabalho ocorre de forma progressiva.

O inchaço pode persistir por vários meses, mesmo quando a evolução é satisfatória. Por isso, o tempo de recuperação deve ser discutido individualmente, sem estabelecer um prazo único para todos os pacientes.

Quais são os riscos da cirurgia de joanete?

Como qualquer procedimento cirúrgico, a correção do hálux valgo apresenta riscos. Entre as possíveis complicações estão infecção, problemas de cicatrização, rigidez articular, dor persistente, consolidação óssea inadequada, recorrência da deformidade e alterações na distribuição das cargas do antepé.

A avaliação pré-operatória, a escolha adequada da técnica e o acompanhamento após a cirurgia são importantes para reduzir riscos e identificar precocemente eventuais complicações.

Os benefícios esperados e os riscos devem ser discutidos durante a consulta, levando em consideração as características de cada paciente.

Perguntas frequentes sobre hálux valgo

Todo joanete precisa de cirurgia?

Não. Quando não há dor ou limitação funcional importante, geralmente não existe necessidade de operar. A cirurgia é considerada principalmente quando os sintomas persistem apesar do tratamento conservador.

É possível corrigir o joanete sem cirurgia?

As medidas conservadoras podem aliviar a dor e reduzir o atrito, mas não corrigem de forma permanente o desalinhamento ósseo já estabelecido.

A cirurgia minimamente invasiva é melhor que a cirurgia convencional?

Não existe uma técnica superior para todos os pacientes. A escolha depende da deformidade, das características anatômicas e da experiência do cirurgião com cada abordagem.

Quanto tempo demora a recuperação?

O tempo varia conforme a técnica e a evolução individual. O apoio do pé, o retorno ao trabalho, a utilização de calçados convencionais e a retomada dos exercícios podem ocorrer em momentos diferentes.

O joanete pode voltar depois da cirurgia?

Sim. A recorrência é uma possibilidade. O risco depende de diversos fatores, incluindo as características da deformidade, a correção obtida e a evolução após o procedimento.

Quando devo procurar um especialista?

É recomendável procurar avaliação quando o joanete provoca dor recorrente, dificuldade para usar calçados, limitação para caminhar ou progressão da deformidade.

Avaliação com especialista em pé e tornozelo em São Paulo

O tratamento do hálux valgo deve ser individualizado, levando em conta os sintomas, o alinhamento ósseo, as atividades do paciente e os resultados esperados.

O Dr. André Donato Baptista é ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo, com formação pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e atuação em cirurgia do pé, incluindo o tratamento do hálux valgo.

Para avaliar seu caso e discutir as opções de tratamento, agende uma consulta.

Consultório: Rua Joaquim Floriano, 466, conjuntos 1014/1015 — Itaim Bibi, São Paulo.

Telefone: (11) 2165-2384.

WhatsApp: (11) 96307-5868 ou (11) 96307-5857.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.

Cirurgia nos pés para idosos

As deformidades nos dedos dos pés, como joanetes e dedos em garra, são comuns entre a população idosa. Aproximadamente 35% das pessoas acima dos 65 anos apresentam joanetes, que muitas vezes causam dor, desconforto ao caminhar e até dificuldades para usar calçados. Para idosos com boa saúde, a cirurgia percutânea surge como uma alternativa segura e eficaz para corrigir essas deformidades.

Vantagens da Cirurgia Percutânea em Idosos

A cirurgia percutânea é realizada de forma minimamente invasiva, o que significa menor trauma nos tecidos ao redor da área operada. Como resultado, os pacientes experimentam menos dor no pós-operatório e uma recuperação mais rápida. Além disso, essa técnica minimiza o risco de complicações, sendo ideal para pacientes idosos que podem estar preocupados com os riscos associados a cirurgias mais invasivas.

Avaliação Pré-Cirúrgica e Qualidade de Vida

Antes de qualquer procedimento, é fundamental que o paciente passe por uma avaliação clínica completa. Se não houver condições de saúde que contraindiquem a cirurgia, a cirurgia percutânea pode melhorar consideravelmente a qualidade de vida dos idosos, aliviando a dor e permitindo um retorno mais rápido às atividades cotidianas.

Saiba Mais sobre o Tratamento de Joanetes e Dedos em Garra

Para quem busca uma solução viável e segura para deformidades nos dedos dos pés, a cirurgia percutânea pode ser uma excelente opção. Para saber mais sobre o tratamento de joanetes e dedos em garra em idosos, acesse nosso site oficial do Dr. André Donato ou agende uma consulta.

Para informações e consultas, entre em contato:
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Alongamento Ósseo para Braquimetatarsia

A braquimetatarsia é uma condição ortopédica em que um ou mais dos ossos metatarsos (ossos do pé) são anormalmente curtos, resultando em um dedo do pé visivelmente mais curto que os outros. Essa anomalia pode causar desconforto físico e psicológico, impactando a qualidade de vida dos pacientes. Felizmente, o alongamento ósseo tem se mostrado uma solução eficaz para tratar essa condição. Neste artigo, vamos explorar como o alongamento ósseo pode ajudar pacientes com braquimetatarsia a alcançar resultados estéticos e funcionais satisfatórios.

O que é a Braquimetatarsia?

A braquimetatarsia geralmente afeta o quarto metatarso, embora possa ocorrer em qualquer um dos metatarsos. A causa exata da condição ainda é desconhecida, mas pode estar relacionada a fatores genéticos ou a uma interrupção no crescimento ósseo durante a infância. Os sintomas incluem dor, desconforto ao caminhar e dificuldades para encontrar calçados adequados, além do impacto estético significativo que pode levar a problemas de autoestima.

Como Funciona o Alongamento Ósseo?

O alongamento ósseo, também conhecido como distração osteogênica, é um procedimento cirúrgico que estimula o crescimento de tecido ósseo. O processo começa com a osteotomia, procedimento cirúrgico onde realizamos um corte no osso. Em seguida, um dispositivo de alongamento, chamado fixador externo, é fixado ao osso através de pequenos pinos. Esse dispositivo permite que o osso seja alongado lentamente, criando um espaço que será preenchido por novo tecido ósseo à medida que o corpo cicatriza.

Pré-operatório e resultado final após o alongamento ósseo

Etapas do Procedimento

  1. Avaliação Pré-Operatória: Uma avaliação completa é realizada para determinar a extensão da braquimetatarsia e planejar o procedimento cirúrgico. Exames de imagem, como radiografias, são essenciais para medir o comprimento atual do metatarso e o comprimento desejado.
  2. Cirurgia: Durante a cirurgia, realizamos o corte ósseo (osteotomia) e o fixador externo é instalado. Este dispositivo permite o controle preciso do processo de alongamento, que geralmente começa alguns dias após a cirurgia para permitir a formação inicial de calo ósseo.
  3. Fase de Distração: O paciente ajusta o fixador externo diariamente, geralmente em incrementos de 0,5 a 1 mm por dia. Esse processo gradual de alongamento permite que o novo osso cresça e ocupe espaço de maneira uniforme e sólida.
  4. Consolidação: Após alcançar o comprimento desejado, o osso entra na fase de consolidação, onde o novo tecido ósseo se fortalece e se mineraliza. Esta fase leva algumas semanas , dependendo da velocidade de crescimento ósseo do paciente.
  5. Remoção do Fixador: Uma vez que o osso esteja completamente consolidado, o fixador externo é removido e o paciente pode voltar a caminhar normalmente.

Benefícios e Riscos

O alongamento ósseo para braquimetatarsia oferece vários benefícios, incluindo a correção estética, melhora da função do pé e alívio da dor. No entanto, como qualquer procedimento cirúrgico, há riscos envolvidos, como infecções, rigidez articular e complicações relacionadas ao fixador externo. É essencial que o paciente siga rigorosamente as orientações do cirurgião e participe de sessões de fisioterapia para garantir a melhor recuperação possível.

Se você ou alguém que você conhece está lidando com braquimetatarsia, considere consultar um cirurgião ortopédico especializado para discutir as opções de tratamento. O alongamento ósseo pode ser a chave para restaurar a confiança e o conforto nos seus pés.


Para mais informações sobre procedimentos cirúrgicos e cuidados ortopédicos, siga nosso perfil no Instagram @drandredonato e acompanhe nossas postagens regulares sobre saúde dos pés e tornozelos.

Fratura do tornozelo: tratamento, cirurgia e recuperação

Fratura do tornozelo: tratamento, cirurgia e recuperação

A fratura do tornozelo é uma lesão relativamente comum e pode ocorrer após uma torção, uma queda ou um acidente. A gravidade varia desde pequenas fraturas sem desvio até lesões complexas que comprometem a estabilidade da articulação e exigem tratamento cirúrgico.

A escolha do tratamento depende do tipo de fratura, do deslocamento dos fragmentos ósseos, da estabilidade do tornozelo e das condições clínicas do paciente. Em alguns casos, é possível obter uma boa recuperação com imobilização e restrição de apoio. Em outros, a cirurgia é necessária para restaurar o alinhamento dos ossos e a estabilidade articular.

Neste artigo, explico como é feito o diagnóstico da fratura do tornozelo, quando a cirurgia é indicada e quais são as principais etapas da recuperação.

O que é uma fratura do tornozelo?

O tornozelo é formado principalmente pela extremidade inferior da tíbia, pela extremidade inferior da fíbula e pelo tálus, osso que conecta o pé à perna.

A tíbia e a fíbula formam uma estrutura semelhante a um encaixe, no qual o tálus se movimenta durante os movimentos do tornozelo. A integridade dessa estrutura é fundamental para manter a estabilidade da articulação e distribuir adequadamente as cargas durante a caminhada.

As fraturas podem acometer diferentes regiões:

  • Maléolo lateral: corresponde ao osso localizado na parte externa do tornozelo.
  • Maléolo medial: corresponde à parte interna do tornozelo.
  • Maléolo posterior: envolve a porção de trás do osso do tornozelo.

Quando a fratura acomete apenas um desses segmentos, é denominada unimaleolar. Quando envolve dois, é chamada bimaleolar. A fratura trimaleolar compromete os três segmentos.

Entretanto, o número de maléolos fraturados não determina, isoladamente, a gravidade da lesão. A estabilidade da articulação, o deslocamento dos fragmentos e o comprometimento dos ligamentos também precisam ser considerados.

Quais são os sintomas da fratura do tornozelo?

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor no tornozelo, principalmente ao tentar apoiar o pé.
  • Inchaço, que pode surgir rapidamente após o trauma.
  • Hematomas e alterações na coloração da pele.
  • Dificuldade ou incapacidade de caminhar.
  • Deformidade, nos casos em que ocorre deslocamento dos fragmentos ósseos.

Nem toda fratura provoca deformidade evidente. Algumas lesões podem apresentar sintomas semelhantes aos de uma entorse, por isso a avaliação clínica é importante.

Quando há suspeita de fratura, especialmente após um trauma importante, é recomendável procurar atendimento médico. Fraturas expostas, deformidades importantes, pé frio ou pálido, dormência progressiva ou dor intensa associada a inchaço acentuado exigem avaliação de urgência.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa com a avaliação clínica, incluindo o mecanismo do trauma, a localização da dor, o inchaço, a integridade da pele e as condições circulatórias e neurológicas do pé.

A radiografia do tornozelo geralmente é o primeiro exame utilizado para identificar a fratura, avaliar o alinhamento dos ossos e verificar a presença de deslocamento.

Em algumas situações, principalmente nas fraturas complexas ou que envolvem a região posterior da tíbia, a tomografia computadorizada ajuda a compreender melhor o padrão da lesão e a planejar o tratamento cirúrgico.

Também é importante avaliar a sindesmose, estrutura ligamentar que mantém a relação entre a tíbia e a fíbula, pois sua lesão pode comprometer a estabilidade do tornozelo.

Como é feito o tratamento da fratura do tornozelo?

O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. A decisão depende principalmente da estabilidade da articulação e da manutenção de um alinhamento adequado entre os ossos.

Tratamento conservador: quando não é necessário operar?

O tratamento sem cirurgia pode ser indicado em fraturas estáveis, sem deslocamento significativo e com alinhamento articular preservado.

Nesses casos, as opções incluem:

  • Imobilização com bota ortopédica ou gesso, conforme o tipo de fratura.
  • Restrição do apoio do pé, quando necessária.
  • Uso de muletas para auxiliar na locomoção.
  • Radiografias de acompanhamento para verificar se o alinhamento permanece adequado.
  • Reabilitação progressiva após a fase inicial de proteção da fratura.

Nem toda fratura sem desvio inicial é necessariamente estável. Por isso, o acompanhamento clínico e radiográfico é importante para identificar eventuais deslocamentos durante a evolução.

O tempo de imobilização e a liberação do apoio variam conforme a localização da fratura, sua estabilidade e a evolução da consolidação óssea.

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia costuma ser indicada quando a fratura provoca instabilidade do tornozelo, deslocamento significativo dos fragmentos ou perda do alinhamento adequado da articulação.

Entre as situações que podem exigir tratamento cirúrgico estão:

  • Fraturas deslocadas ou instáveis.
  • Fraturas bimaleolares ou trimaleolares com instabilidade articular.
  • Fraturas associadas à lesão da sindesmose, quando comprometem a estabilidade.
  • Fraturas com perda da congruência articular.
  • Fraturas expostas ou lesões em que não é possível manter uma redução adequada sem cirurgia.

A indicação deve ser individualizada. O fato de uma fratura envolver mais de um maléolo não significa, por si só, que a cirurgia seja obrigatória em todos os casos.

O objetivo é restabelecer o alinhamento dos ossos, recuperar a estabilidade do tornozelo e reduzir o risco de complicações decorrentes de uma articulação incongruente.

Como é feita a cirurgia da fratura do tornozelo?

A cirurgia geralmente consiste na redução dos fragmentos ósseos e na sua fixação com implantes, como placas e parafusos. O procedimento é conhecido como redução aberta e fixação interna.

O planejamento depende do padrão da fratura. Em alguns casos, é necessário fixar apenas a fíbula; em outros, também é preciso tratar o maléolo medial, o maléolo posterior ou a sindesmose.

Quando existe comprometimento importante dos tecidos moles, inchaço intenso ou bolhas traumáticas, pode ser necessário adiar a fixação definitiva até que as condições locais permitam uma abordagem mais segura.

Após a cirurgia, o paciente recebe orientações sobre cuidados com a ferida operatória, imobilização, apoio do pé e início da reabilitação.

Como é a recuperação após uma fratura do tornozelo?

A recuperação depende da gravidade da fratura, do tratamento realizado, da qualidade óssea, das condições clínicas do paciente e da evolução individual.

Quanto tempo demora para consolidar?

Muitas fraturas do tornozelo apresentam consolidação óssea inicial em aproximadamente seis a oito semanas, mas esse intervalo não se aplica a todos os casos. Fraturas complexas, lesões associadas e determinados fatores clínicos podem prolongar esse período.

Além disso, a consolidação óssea não significa necessariamente que o paciente já recuperou toda a mobilidade, força e capacidade de caminhar normalmente.

Quando é possível voltar a apoiar o pé?

O momento de iniciar o apoio depende do padrão da fratura e da estabilidade obtida com o tratamento.

Em algumas fraturas estáveis, o apoio pode ser permitido precocemente. Após determinadas cirurgias, também é possível iniciar o apoio antes da consolidação completa, desde que isso seja considerado seguro pelo cirurgião.

Em outras situações, pode ser necessário manter a restrição de carga por várias semanas.

O paciente não deve liberar o apoio por conta própria. A decisão deve considerar o tipo de fratura, a fixação realizada, as condições dos tecidos e os exames de acompanhamento.

Qual é o papel da fisioterapia?

A fisioterapia ajuda a recuperar a mobilidade, a força muscular, o equilíbrio e a capacidade de caminhar.

O programa de reabilitação pode incluir:

  • Exercícios progressivos de mobilidade do tornozelo.
  • Fortalecimento da musculatura da perna e do pé.
  • Treino de equilíbrio e propriocepção.
  • Reeducação da marcha.
  • Retorno gradual às atividades profissionais, esportivas e cotidianas.

O início e a intensidade dos exercícios devem respeitar a estabilidade da fratura e as orientações do médico responsável.

Quais são as possíveis sequelas de uma fratura do tornozelo?

Apesar de muitos pacientes apresentarem boa recuperação, algumas complicações podem ocorrer.

Entre as principais estão:

  • Rigidez articular: dificuldade para recuperar completamente os movimentos do tornozelo.
  • Dor persistente: pode estar relacionada à lesão inicial, à recuperação dos tecidos ou a outras complicações.
  • Artrose pós-traumática: desgaste progressivo da articulação, especialmente quando houve comprometimento da cartilagem ou incongruência articular.
  • Consolidação viciosa: cicatrização óssea em uma posição inadequada.
  • Consolidação retardada ou pseudartrose: atraso importante ou ausência de consolidação óssea.
  • Complicações da cirurgia: incluem problemas de cicatrização, infecção e desconforto relacionado aos implantes.

O risco dessas complicações varia de acordo com a gravidade da lesão, o alinhamento final do tornozelo e as características individuais do paciente. O acompanhamento adequado ajuda a identificar e tratar eventuais problemas durante a recuperação.

Perguntas frequentes sobre fratura do tornozelo

Toda fratura do tornozelo precisa de cirurgia?

Não. Fraturas estáveis e sem deslocamento significativo podem ser tratadas sem cirurgia. Quando há instabilidade ou perda do alinhamento articular, o tratamento cirúrgico pode ser necessário.

É possível caminhar com uma fratura do tornozelo?

Algumas pessoas conseguem apoiar o pé mesmo com uma fratura. Portanto, conseguir caminhar não exclui a possibilidade de lesão óssea. Na suspeita de fratura, a avaliação médica é importante para definir a necessidade de exames e a restrição de apoio.

Quanto tempo leva para voltar a andar normalmente?

A recuperação varia conforme o tipo de fratura e o tratamento. A consolidação inicial pode ocorrer em cerca de seis a oito semanas em muitos casos, mas a recuperação da marcha, da força e da mobilidade pode levar mais tempo, especialmente nas fraturas complexas.

É necessário retirar as placas e os parafusos depois da cirurgia?

Não necessariamente. Os implantes geralmente podem permanecer no local. A retirada pode ser considerada em situações específicas, como dor ou irritação relacionada ao material, após avaliação médica.

A fratura do tornozelo pode causar artrose?

Sim. Algumas fraturas podem aumentar o risco de artrose pós-traumática, principalmente quando existe lesão da cartilagem ou quando o alinhamento articular não é restaurado adequadamente. Isso não significa que todos os pacientes desenvolverão artrose.

Tratamento da fratura do tornozelo com especialista

A escolha do tratamento da fratura do tornozelo exige uma avaliação individualizada, considerando o padrão da lesão, a estabilidade articular, as condições dos tecidos e as necessidades de cada paciente.

O objetivo é obter a consolidação óssea com alinhamento adequado, recuperar a função do tornozelo e permitir um retorno seguro às atividades diárias.

Se você sofreu uma fratura do tornozelo ou recebeu um diagnóstico após um trauma, procure avaliação de um ortopedista para conhecer as opções de tratamento mais adequadas ao seu caso.

Agende uma avaliação com um ortopedista especialista em pé e tornozelo em São Paulo.

Lesão de Lisfranc

As lesões da articulação de Lisfranc são um tipo específico de lesão que ocorre na região do pé conhecida como articulação de Lisfranc. Essa articulação é formada pela união dos ossos do tarso com os metatarsos, sendo importante para a estabilidade e mobilidade do pé durante a marcha e atividades físicas.

Articulação de Lisfranc

As lesões da articulação de Lisfranc podem ser causadas por traumas diretos ou indiretos, como quedas, acidentes de carro, lesões esportivas ou até mesmo torções severas do pé. Essas lesões variam em gravidade, desde uma simples entorse até fraturas e deslocamentos completos da articulação.

Os principais sintomas de uma lesão na articulação de Lisfranc incluem dor intensa na região do médio pé, inchaço, hematoma, dificuldade em apoiar o peso do corpo no pé afetado e dificuldade em movimentar os dedos do pé. Em casos mais graves, pode haver deformidade visível.

Para diagnosticar uma lesão de Lisfranc, o médico realizará um exame físico detalhado, avaliando a dor, o inchaço e a estabilidade da articulação. Além disso, exames de imagem, como radiografias, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, podem ser solicitados para avaliar a extensão da lesão e verificar se há fraturas ou deslocamentos.

Fraturas com deslocamento da Lisfranc

O tratamento das lesões de Lisfranc depende da gravidade da lesão. Em casos mais leves, onde não há fraturas ou deslocamentos, o tratamento com uma bota ortopédica ou gesso, repouso, aplicação de gelo e uso de medicamentos para alívio da dor e redução do inchaço, podem ser suficientes

Nos casos mais graves, como fraturas ou deslocamentos da articulação, pode ser necessária intervenção cirúrgica. A cirurgia geralmente envolve a fixação dos ossos com placas, parafusos ou fios para restaurar a estabilidade e promover a cicatrização adequada. Após a cirurgia, o paciente precisará seguir um programa de reabilitação, que pode inclui a fisioterapia com exercícios específicos para fortalecer a musculatura e reabilitar a função do pé.

Tratamento cirúrgico com fios e parafusos

É importante destacar que as lesões da articulação de Lisfranc podem ter complicações a longo prazo se não forem tratadas adequadamente. A dor crônica, a instabilidade da articulação e a artrite pós-traumática são algumas das complicações que podem ocorrer. Portanto, é fundamental buscar tratamento médico adequado assim que os sintomas surgirem.

A prevenção de lesões na articulação de Lisfranc pode ser difícil, principalmente em casos de traumas acidentais. No entanto, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de lesões no pé, como usar calçados adequados para a prática da atividade física.

Agende sua consulta pelo telefone (11) 2165-2384 ou 96307-5857.

Cirurgia Minimamente Invasiva de Joanete

A cirurgia minimamente invasiva de joanete é uma técnica moderna para corrigir a deformidade do hálux valgo por meio de pequenas incisões na pele. O procedimento permite realizar cortes controlados no osso para corrigir o alinhamento do dedão, com menor exposição dos tecidos em comparação com as técnicas cirúrgicas convencionais.

Além das cicatrizes menores, a técnica pode proporcionar menor agressão aos tecidos e facilitar a recuperação em determinados pacientes. Entretanto, os resultados dependem da gravidade da deformidade, da técnica empregada e das características individuais de cada pé.

A indicação deve ser feita após avaliação por um ortopedista especialista em pé e tornozelo, considerando os sintomas, o exame físico e as radiografias.

O que é a cirurgia minimamente invasiva de joanete?

O joanete, conhecido na medicina como hálux valgo, é uma deformidade caracterizada pelo desvio do dedão em direção aos outros dedos e pela proeminência óssea na parte interna do pé.

Na cirurgia minimamente invasiva, também chamada de cirurgia percutânea, a correção é realizada por pequenas incisões, utilizando instrumentos específicos para realizar osteotomias, ou seja, cortes controlados nos ossos.

Essas osteotomias permitem reposicionar os ossos e corrigir o alinhamento do dedão. Dependendo da técnica escolhida, podem ser utilizados parafusos para manter a correção durante a consolidação óssea.

O objetivo não é apenas diminuir a saliência óssea, mas corrigir a deformidade e melhorar a função do pé.

Quais são as vantagens da cirurgia minimamente invasiva?

A cirurgia minimamente invasiva de joanete apresenta características que podem beneficiar determinados pacientes.

Incisões menores: a técnica utiliza pequenas aberturas na pele, geralmente resultando em cicatrizes menores do que as de algumas técnicas convencionais.

Menor dissecção dos tecidos: o acesso cirúrgico reduz a necessidade de exposição ampla das estruturas anatômicas, embora a extensão dessa vantagem dependa da técnica utilizada.

Possibilidade de recuperação mais rápida: algumas técnicas modernas permitem mobilização e apoio do pé precocemente, conforme a estabilidade da correção e a orientação do cirurgião.

Correção da deformidade: as osteotomias permitem corrigir o alinhamento ósseo, e não apenas remover a proeminência que caracteriza o joanete.

É importante ressaltar que pequenas incisões não significam ausência de riscos ou de restrições no pós-operatório. A recuperação também depende da consolidação óssea e do cumprimento das orientações médicas.

Quem pode fazer a cirurgia minimamente invasiva de joanete?

A técnica pode ser indicada para pacientes com hálux valgo doloroso que não obtiveram alívio adequado com o tratamento conservador.

A decisão depende de fatores como:

  • Intensidade da dor e dificuldade para utilizar calçados.
  • Grau e características da deformidade.
  • Alinhamento dos ossos do antepé.
  • Condições da articulação do dedão.
  • Presença de outras alterações associadas, como deformidades dos dedos menores ou do pé plano.
  • Qualidade óssea e condições clínicas do paciente.

A cirurgia minimamente invasiva pode ser utilizada em diferentes graus de deformidade, conforme a técnica e as características do caso. No entanto, nem todos os pacientes são bons candidatos a todas as modalidades de correção percutânea.

Por isso, a escolha da técnica deve ser individualizada após avaliação especializada.

Como é realizada a cirurgia?

O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com anestesia definida de acordo com as condições clínicas do paciente e o planejamento cirúrgico.

Por meio de pequenas incisões, o cirurgião utiliza instrumentos específicos para realizar os cortes ósseos necessários à correção do hálux valgo.

Nas técnicas modernas, o reposicionamento dos ossos pode ser estabilizado com parafusos, que mantêm a correção enquanto ocorre a consolidação óssea.

A escolha das osteotomias e a necessidade de procedimentos adicionais dependem da anatomia do pé e dos componentes da deformidade.

O planejamento inclui a avaliação das radiografias para determinar os ângulos envolvidos e definir a estratégia de correção mais adequada.

Como é a recuperação da cirurgia minimamente invasiva de joanete?

A recuperação varia conforme a técnica utilizada, a extensão da correção e as características individuais do paciente.

Em quase todos os casos, é possível pisar no chão já no mesmo dia da cirurgia, utilizando um calçado pós-operatório específico. Entretanto, a liberação para caminhar e a progressão das atividades devem seguir a orientação do cirurgião.

Nas primeiras semanas, é comum ocorrer inchaço, que pode persistir por alguns meses. A elevação do pé, os cuidados com o curativo e o uso correto do calçado pós-operatório são importantes durante essa fase.

O retorno ao trabalho depende da atividade profissional. Pessoas que trabalham sentadas geralmente podem retornar antes daquelas que permanecem muito tempo em pé ou realizam atividades físicas intensas.

A retomada de exercícios, corridas e esportes deve ocorrer gradualmente, conforme a evolução clínica e a consolidação óssea.

Apesar das incisões pequenas, a cirurgia exige cuidados e um período de recuperação. A técnica minimamente invasiva não elimina a necessidade de acompanhamento médico.

A cirurgia minimamente invasiva é melhor do que a cirurgia convencional?

As duas abordagens podem proporcionar bons resultados no tratamento do joanete.

A cirurgia minimamente invasiva tem como característica o acesso por pequenas incisões e, nas técnicas modernas, pode oferecer resultados clínicos e radiográficos comparáveis aos das técnicas abertas.

Entretanto, não existe uma única técnica que seja a melhor para todos os pacientes. A escolha depende da deformidade, das condições articulares, da experiência do cirurgião e dos objetivos do tratamento.

Em determinadas situações, uma técnica convencional pode oferecer vantagens para a correção planejada. Em outras, a abordagem minimamente invasiva pode ser uma excelente alternativa.

O mais importante é selecionar o procedimento capaz de corrigir adequadamente a deformidade, aliviar os sintomas e preservar a função do pé.

Quais são os riscos da cirurgia minimamente invasiva de joanete?

Como qualquer procedimento cirúrgico, a correção minimamente invasiva do joanete apresenta riscos.

Entre as possíveis complicações estão:

  • Infecção.
  • Consolidação óssea inadequada ou retardada.
  • Persistência da dor.
  • Correção insuficiente ou recorrência da deformidade.
  • Rigidez da articulação do dedão.
  • Alterações de sensibilidade.
  • Desconforto relacionado aos parafusos, quando utilizados.
  • Necessidade de uma nova cirurgia.

A frequência dessas complicações varia conforme a técnica, a gravidade da deformidade, as condições do paciente e a experiência da equipe cirúrgica.

O planejamento adequado e o acompanhamento pós-operatório são fundamentais para reduzir riscos e identificar precocemente eventuais problemas.

Quando operar o joanete?

A cirurgia geralmente é considerada quando o joanete provoca dor persistente, dificuldade para caminhar ou limitação para utilizar calçados, apesar das medidas conservadoras.

O tratamento inicial pode incluir o uso de calçados com espaço adequado para os dedos, adaptações para reduzir a pressão sobre a proeminência e outras medidas destinadas ao alívio dos sintomas.

Essas medidas podem melhorar o conforto, mas não corrigem a deformidade óssea.

A decisão de operar deve considerar o impacto dos sintomas na qualidade de vida e os benefícios e riscos esperados do procedimento. A aparência do pé, isoladamente, não costuma justificar uma cirurgia.

Agende uma avaliação especializada

Se o joanete provoca dor, dificulta o uso de calçados ou limita suas atividades, uma avaliação especializada pode ajudar a esclarecer as opções de tratamento.

O ortopedista especialista em pé e tornozelo poderá avaliar a deformidade, analisar as radiografias e determinar se a cirurgia minimamente invasiva é adequada para o seu caso.

Agende uma consulta para avaliar o seu joanete e conhecer as opções de tratamento disponíveis.