Cirurgia dos Ligamentos do Tornozelo

A lesão dos ligamentos do tornozelo está entre as lesões mais comuns da Ortopedia e Medicina Esportiva. Quase todos nós, em algum momento da vida, já sofremos torções no pé e/ou tornozelo. É lógico que estas torções podem ter sido simples e sem maiores repercussões ou podem ter sido entorses graves, que necessitaram de atendimento médico, imobilização ou outro tipo de tratamento.
O que maioria das pessoas não sabe é que as torções do tornozelo sempre acarretam algum grau de lesão nos ligamentos. Essa lesão pode variar entre um simples estiramento até a ruptura total.
Felizmente, a maioria das lesões ligamentares do tornozelo são tratadas de maneira conservadora, ou seja, sem cirurgia. A anatomia óssea do tornozelo favorece a estabilidade mecânica local, e os ligamentos tendem a cicatrizar sem deixar sequelas. Acontece que, em aproximadamente 10% dos casos de entorses, o paciente permanecerá com alguma sequela, mesmo que tenha sido tratado adequadamente. Este grupo de pacientes pode manifestar dor constante, inchaço no tornozelo e/ou pé e instabilidade, ou seja, perdem a confiança no tornozelo para atividades físicas ou esforços comuns do dia a dia e podem sofrer novas torções com frequência. Nesta situação, o tratamento cirúrgico estará indicado.

A cirurgia consiste na reconstrução dos ligamentos lesados. A técnica mais usada atualmente é chamada de cirurgia de Brostrom. Esta técnica utiliza um tecido do próprio pé, chamado retináculo, pra reconstruir os ligamentos.
O procedimento é bastante simples, pouco doloroso e com excelentes resultados pós operatórios na maioria dos pacientes. Utiliza-se uma imobilização por um período aproximado de 6 semanas, e já a partir da quarta semana de pós operatório tem início a reabilitação fisioterápica. O paciente estará apto a caminhar sem imobilização a partir da 45 dias após a cirurgia e o retorno às atividades esportivas de impacto (futebol, por exemplo) é permitido após 3 meses.
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Esporão do Calcanhar

Ja abordei o tema aqui no blog mas, decidi fazer nova postagem devido à relevância deste problema no universo das doenças ortopédicas que afetam os pés.
O famoso esporão do calcanhar (o nome médico correto é Fascite Plantar) é um problema que aflige milhares de pessoas e umas das queixas mais frequentes no consultório do especialista em Pé e tornozelo. O quadro clínico típico é a dor na região inferior no calcanhar, que pode se estender para as laterais e meio do pé, e que costuma ser mais intensa após longos períodos em pé ou assim que damos os primeiros passos após algum tempo sentados ou deitados. E por quê usa-se o nome esporão do calcanhar para descrever a doença? O fato é que, para muitos pacientes que sofrem com o problema, ocorre o surgimento de um esporão ósseo identificado nas radiografias dos pés. Embora o esporão esteja presente em muitos casos de fascite plantar, ele não é a causa primária da dor e não é um achado exclusivo de quem tem a doença, ou seja, você pode ter um esporão no raio-x e não sentir qualquer desconforto nos pés.

O tratamento visa corrigir os fatores que desencadearam o surgimento da fascite. A fascite plantar é uma doença multifatorial, ou seja, vários fatores podem levar ao seu surgimento: tipo de pisada, tipo de pé, calçados inadequados, atividades físicas de impacto, longos períodos em pé nas atividade diárias, obesidade, doenças reumatológicas, entre outros.

Esporão plantar no Raio-X

O papel do ortopedista é identificar os prováveis fatores causais e atuar sobre eles, modificando ou adaptando hábitos e atividades.  O tratamento convencional inicial sempre passa pela adaptação dos calçados, uso de medicação analgésica e/ou anti-inflamatória e fisioterapia. Quando essas medidas iniciais não são suficientes para resolver o problema, outras podem ser adicionadas ao tratamento como por exemplo: uso de palmilhas, órteses noturnas, acupuntura, infiltrações, Terapia por Ondas de Choque e, em casos raros, até mesmo a cirurgia.
Caso você sofra deste mal, consulte um ortopedista Especialista em Cirurgia do Pé e Tornozelo. Os melhores profissionais saberão conduzir o tratamento e orientar as medidas mais eficazes em cada caso.
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Consultório: Rua Joaquim Floriano, 466 cj. 1014 – Itaim Bibi – São Paulo

Ortopedista Especialista em Pé e Tornozelo

Na ortopedia, assim como em todas as área das ciências médicas, o conhecimento cresce exponencialmente e cada dia. Com essa tendência, surgiram as subespecialidades. A Cirurgia do Pé e Tornozelo é uma destas áreas e evoluiu muito nas últimas duas décadas no que diz respeito ao diagnóstico, compreensão das doenças dos pés, tratamentos oferecidos e cirurgias. O ortopedista especialista em pé e tornozelo trata uma ampla variedade de patologias que variam desde calosidades nos dedos dos pés até a realização de cirurgia para o implante de próteses de substituição do tornozelo com artrose.
Caso você sofra com problemas ortopédicos no pé ou tornozelo, agende sua consulta na certeza de que o seu caso será estudado com cuidado e o melhor tratamento disponível lhe será oferecido.
Dr. André Donato Baptista
-Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 1999.
– Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP onde também se especializou em Cirurgia do Pé e Tornozelo e em Medicina Esportiva.
– Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.
– Membro da AAOS  ( American Academy of Orthopaedic Surgeons ).
– Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Pé e Tornozelo.
– Membro da Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque.
– Foi Médico da Seleção Brasileira Feminina de Voleibol de 2005 a 2010 (Campeã Olímpica em Pequim 2008).
– Desenvolve atividades de ensino e pesquisa como Médico Preceptor e Chefe do Grupo de Cirurgia do Pé e Tornozelo da Associação Beneficente Nossa Senhora do Pari (centro de formação de especialistas).
– É médico Cirurgião Ortopedista que atua no Corpo Clínico dos hospitais: Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital São Luiz – Morumbi, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Abreu Sodré (AACD), Hospital 9 de Julho, entre outros.
– Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva dos Pés
– Atuo no tratamento e prevenção das lesões ortopédicas do joelho, tornozelo e pé.
– Cirurgia do Pé e Tornozelo : Hálux Valgo (“Joanetes”), Lesões Ligamentares, Calosidades, Artroscopia do Tornozelo, Fraturas de Estresse, etc..
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PRP ou Ácido Hialurônico? Qual o melhor tratamento para a Artrose do Joelho?

Antes de responder à questão proposta no título deste post, precisamos entender o que é PRP e ácido hialurônico. O ácido hialurônico é uma substância do nosso organismo que preenche os espaços entre as células. Está presente em todos os órgãos, em diferentes proporções. É importante por propiciar as características de viscosidade, hidratação e elasticidade dos tecidos, como a pele e a cartilagem das articulações. Assim, o ácido hialurônico vem sendo cada vez mais utilizado em procedimentos estéticos e no tratamento das doenças articulares. Com as injeções intra-articulares de ácido hialurônico, a maioria dos pacientes que sofrem com a Osteoartrose dos joelhos apresenta melhora significativa da dor e consequentemente, da qualidade de vida. Muitos destes pacientes, que no passado acabavam se submetendo a cirurgias agressivas, como a artroplastia total do joelho (colocação de prótese no joelho), agora conseguem levar uma vida praticamente normal.
PRP é uma sigla usada para abreviar o nome Plasma Rico em Plaquetas. O PRP é obtido a partir do próprio sangue do paciente. O sangue é centrifugado em alta velocidade e desta forma, os elementos que o compõe (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e plasma) são separados. Obtém-se então um plasma com alta concentração de plaquetas (elementos sanguíneos que trabalham no processo de coagulação). As plaquetas são ricas em substâncias químicas que auxiliam no processo de cicatrização e reparo dos tecidos corporais. Assim, o Plasma Rico em Plaquetas pode ser aplicado nas articulações doentes com o intuito de melhorar o processo inflamatório e estimular reparação das áreas desgastadas.
Então, qual seria a melhor opção entre estes dois tratamentos?
Um estudo recente publicado no The American Journal of Sports Medicine concluiu que a melhora da dor relatada pelos pacientes até 4 anos após o tratamento é bastante similar em ambos os tratamentos, com leve vantagem para os pacientes que realizaram as injeções de PRP.
Desse modo, concluímos que tanto as aplicações de ácido hialurônico quanto de PRP, são armas eficazes no combate à dor e prevenção do desgaste articular causados pela Osteoartrose.

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Correr pode fazer bem ao seus joelhos

A maior conscientização da população acerca dos benefícios do estilo de vida saudável fez o número de praticantes de corrida crescer exponencialmente nas últimas duas décadas. Com esse aumento no número de praticantes, muito deles sem qualquer intimidade com o esporte e sem nenhuma orientação, houve também crescimento no número de lesões decorrentes da atividade física.
Diante deste quadro, muito colegas ortopedistas não habituados ao tratamento de atletas, transformaram a corrida no grande vilão das lesões ortopédicas, principalmente aquelas que afetam os pés e os joelhos. Mas, será que correr faz mal para os seus joelhos? Correr pode causar desgaste nas articulações?
Um estudo recente realizado por pesquisadores americanos mostrou exatamente o contrário!
Um grupo de corredores participou como voluntário do estudo e permitiu que os cientistas colhessem amostras de sangue e do líquido de dentro dos joelhos em duas situações: após período de 30 minutos de repouso e após corrida de 30 minutos.
O resultado foi surpreendente! Os joelhos daqueles que correram por 30 minutos mostraram menor concentração de substâncias inflamatórias e nocivas à cartilagem, enquanto que aqueles que repousaram por 30 minutos tiveram um aumento nos níveis de tais substâncias.
O estudo é limitado pois foi feito com pequeno grupo de participantes e não avaliou variáveis como o ritmo de corrida e distância percorrida. Porém, os resultados nestes atletas avaliados foram consistentes e sugerem que a prática moderada de corrida não ajuda a desgastar os joelhos saudáveis e muito provavelmente, protege estes indivíduos do desgaste!
Mais uma vez podemos afirmar, sem medo de errar, que deixar o sedentarismo de lado e praticar atividades físicas só faz bem à saúde!
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Cirurgia Minimamente Invasiva do Pés

Técnicas cirúrgicas menos agressivas vem sendo introduzidas em várias áreas da medicina há algumas décadas. Os objetivos do uso de tais técnicas são: diminuir os danos causados pela cirurgia e minimizar a dor, os riscos cirúrgicos, o tempo de recuperação e possíveis sequelas. Dois exemplos de técnicas cirúrgicas mini invasivas já consagradas são: a videolaparoscopia e a artroscopia.
É neste cenário que surge a cirurgia minimamente invasiva dos pés. A técnica foi inicialmente desenvolvida para a correção de deformidades dos dedos e tratamento do joanete. Atualmente, com o treinamento, tempo de experiência e aprimoramento da técnica, alguns cirurgiões de pé e tornozelo expandiram o uso da cirurgia minimamente invasiva para todas as partes do pé e para algumas situações no tornozelo.
Assim, já é possível tratar com a cirurgia percutânea, deformidades como o Pé Plano, Pé Cavo, Osteoartrose do pé, realizar artrodeses e osteotomias.

Joanete e deformidade dos dedos

Deformidades corrigidas pela técnica mini invasiva

Com isso, os períodos pós operatórios ficam menos dolorosos e mais curtos, permitindo um retorno mais precoce às atividade do dia a dia, trabalho e esporte.
Aos poucos, a Cirurgia do Pé e Tornozelo vai deixando para trás o estigma de ser muito dolorosa e com longos períodos de incapacidade e imobilização.
Caso você tenha um problema nos pés que necessite de tratamento cirúrgico, questione seu médico ou consulte a opinião de ortopedistas habilitados na técnica minimamente invasiva. A solução do seu problema pode ser muito mais simples do que você imagina.
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Condropatia Patelar

A Condropatia Patelar, também conhecida como Condromalácia, é um mal que afeta os joelhos de milhares de pacientes, sejam estes praticantes de esportes ou não.
O problema consiste em alteração (desgaste ou fissuras) na cartilagem que reveste internamente a patela (ou rótula). Entre as causas mais frequentes, estão os desequilíbrios funcionais da musculatura que envolve e comanda o funcionamento do joelho. Outras causas como, uso frequente de sapatos de salto alto, prática de atividade físicas de alto impacto, sequela de traumatismos do joelho, doenças reumáticas, também desempenham papel importante no surgimento da Condropatia Patelar.
Sendo assim, não existe um único tipo de tratamento que possa ser aplicado a qualquer caso de Condropatia Patelar. O papel do médico ortopedista é identificar os possíveis fatores causadores do problema e atuar sobre eles.
Em geral, o tratamento inicial consiste em sessões de fisioterapia, uso de medicações analgésicas e/ou anti-inflamatórias e modificação (temporária ou definitiva) ou adaptação das atividades diárias e atividades físicas praticadas pelo paciente.
O importante é a conscientização a respeito da doença. As lesões de cartilagem, em geral, não possuem uma cura definitiva. Sendo assim, as atividades de fortalecimento preventivo e medidas para evitar a piora das lesões devem fazer parte da rotina dos pacientes.
O papel das medicações condroprotetoras (protetoras da cartilagem) como a Glicosamina e a Condroitina ainda é controverso. Mas, é fato que há pacientes que se beneficiam do uso destas, referindo melhora importante dos sintomas.
Para os casos de tratamento mais difícil, com sintomas intensos e recorrentes, as aplicações intra-articulares de Ácido Hialurônico são uma excelente opção para a maioria dos pacientes.
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Epicondilite Lateral do Cotovelo

A epicondilite lateral, também conhecida como “tennis elbow” ou “cotovelo do tenista”, é a inflamação (com ou sem degeneração e/ou ruptura) que afeta a origem comum dos tendões extensores do antebraço, ao nível do cotovelo. Na prática, o quadro é de dor na região lateral do cotovelo que inicialmente é leve e presente somente aos esforços e que evolui com piora progressiva quando não tratada, sendo que nos casos mais graves, pode se manifestar mesmo ao repouso.
É muito comum entre os praticantes de tênis, particularmente entre os atletas amadores, que muitas vezes realizam gesto técnico incorreto, repetidas vezes, durante os treinamentos. Porém, a epicondilite não é problema exclusivo dos atletas. Pode acometer trabalhadores braçais, donas de casa ou pessoas que utilizam computadores e digitam com muita frequência. O quadro pode se tornar crônico e de difícil tratamento quando não abordado em tempo adequado.

O Tratamento

Inicialmente é necessário o repouso para as atividades com o braço doente (nos casos de dor muito intensa pode-se realizar um período de imobilização), o uso de medicação anti-inflamatória e o tratamento fisioterápico. A fisioterapia objetiva a melhora do processo inflamatório e redução da dor, seguido de um programa de alongamentos e fortalecimento da musculatura extensora do antebraço. A infiltração local com corticóide é controversa pois, apesar de mostrar bons resultados, enfrequece o tendão infiltrado, podendo ocasionar rupturas futuras. Atualmente um novo método de tratamento tem se mostrado promissor nos casos onde há falha do tratamento fisioterápico. Este método é a aplicação do ácido hialurônico diretamente sobre a lesão.
Quando todos os métodos descritos acima falharam, o tratamento cirúrgico provavelmente estará indicado.

Prevenção

A melhor forma de prevenção, principalmente nos atletas amadores, está no aperfeiçoamento dos fundamentos do esporte, com cuidado especial para o golpe de “backhand”, que gera a contração excêntrica dos extensores do punho. Outro fator importante na prevenção é o uso da raquete ideal, que deve ser mais maleável e com uma cabeça maior. A tensão aplicada às cordas da raquete não deve ser maior do que 60 libras pois, quanto maior a tensão, maior será a vibração transferida para o cotovelo,
levando à lesão do tendão do músculo extensor radial curto do carpo, responsável pela epicondilite lateral. Um outro detalhe importante para todos os esportes de raquete é a empunhadura (grip) adequada, pois existem tamanhos diferentes, e o atleta deve escolher o tamanho mais confortável para seu uso.
Vale lembrar que os “braces” (imobilizadores) podem ajudar na prevenção da epicondilite lateral mas, se o atleta não tiver uma técnica correta, o imobilizador pode mascarar os sintomas, agravando a lesão.
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Artrodese do Tornozelo

Decidi escrever este artigo depois de receber muitos e-mails de pacientes com indicação médica para realizar uma artrodese do tornozelo e bastante apreensivos quanto às possíveis consequências da perda completa dos movimentos no tornozelo. Antes de discutirmos a artrodese do tornozelo, suas indicações e consequências para a função do pé e do tornozelo, devemos definir o que é uma artrodese.
Artrodese é um tipo de cirurgia que indicada para tratamento da Osteoartrose (desgaste articular) grave e incapacitante. A cirurgia consiste em realizar uma fusão completa entre dois ou mais osso vizinhos e eliminar o movimento entre eles. Assim, a articulação doente deixa de existir e a dor, causada pelo seu movimento, desaparece. É um recurso bastante utilizado pelos cirurgiões de pé e tornozelo no tratamento do desgaste das pequenas articulações do pé e também do tornozelo.
A artrodese do tornozelo é uma cirurgia utilizada como último recurso de tratamento para as dores incapacitantes decorrentes do desgaste da articulação (Osteoartrose do tornozelo). Ela consiste em realizar a fusão completa entre o tálus (osso do pé) e a tíbia (osso da perna), eliminando assim os movimentos de flexão e extensão do tornozelo.

Rx do tornozelo com artrose

Raio-X do tornozelo após a artrodese

Então quais as consequências desta perda de movimento?
Isso vai depender de alguns fatores. As artrodeses isoladas do tornozelo, ou seja, que não envolvem outras articulações vizinhas, costumam ser bem menos incapacitantes do que o imaginado. Isso porque, parte da flexão e extensão é realizada pelo pé, e não somente pelo tornozelo. Assim, podemos dizer que, se as articulações do pé estiverem totalmente preservadas, o paciente ainda permanece com aproximadamente 30% da capacidade de movimentar o pé para cima e para baixo, o que permite um caminhar praticamente normal, dirigir veículos, entre outras atividades. Além disso, vale lembrar que a maioria dos pacientes que são candidatos à artrodese do tornozelo já não possuem movimentos normais, pois a dor e a rigidez articular são consequências da Osteoartrose.
Veja um video mostrando o movimento que é preservado após a artrodese isolada do tornozelo: https://www.youtube.com/watch?v=jZ70TqmjeX8
O tempo médio de recuperação após uma artrodese do tornozelo varia de 4 a 6 meses. O paciente permanece imobilizado, em geral< por período de 2 meses e a seguir, inicia sua reabilitação fisioterápica e readaptação do equilíbrio e modo de caminhar.
Assim, se você é um paciente que recebeu de algum ortopedista a indicação de uma artrodese do tornozelo, saiba que ela, muito provavelmente, vai melhorar a sua qualidade de vida, permitindo o retorno às atividades do dia a dia com menos dor e um caminhar melhor.
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Dicas de Tratamento Caseiro Para Esporão do Calcanhar

Aqui vão algumas dicas de tratamento que se pode tentar em casa e que podem aliviar, e até mesmo curar os sintomas do esporão do calcanhar (Fascite Plantar):
1. Evite calçados duros ou sandálias “rasteirinhas”, principalmente se for fazer caminhadas longas ou permanecer longo período em pé.
2. Evite permanecer longos períodos em pé
3. Interrompa atividades físicas de impacto para os pés, como a corrida ou caminhadas (até os sintomas melhorarem)
4. Utilize bolsa de gelo na região dolorosa em períodos de 20 minutos, pelo menos uma vez ao dia.
5. Para as mulheres, elevar discretamente os saltos dos sapatos é uma medida que alivia a pressão nos calcanhares
6. Realize exercícios de alongamentos para a fáscia plantar e para a panturrilha

Alongamentos para Fascite Plantar

Tente essas medidas por pelo menos quinze dias. Se não houver melhora, procure um ortopedista especialista em pé e tornozelo.
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