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Fraturas do Tornozelo

O tornozelo é a articulação responsável por unir o pé à perna. É composto por 3 ossos: a tíbia, a fíbula e o tálus. Constitui uma região extremamente nobre pois suporte cargas extremas ao caminharmos ou praticarmos atividades físicas.

Anatomia do Tornozelo

O diagnóstico é feito por maio do exame clínico realizado pelo ortopedista e confirmado pelas radiografias. Em alguns casos, há necessidade de estudos complementares com tomografia computadorizada.

Fratura Bimaleolar do tornozelo

As fraturas do tornozelo podem ser decorrentes de torções sofridas nas atividades habituais do dia a dia ou originadas nos traumas do esporte. No passado, grande parte das fraturas do tornozelo foram tratadas apenas com imobilizações gessadas, por períodos que duravam até 6 meses. Porém , com a evolução do conhecimento a respeito da biomecânica e importância do reestabelecimento da anatomia original do tornozelo para minimizar as sequelas, a maioria das fraturas do tornozelo passaram a ser tratadas com cirurgia.

Apesar disso, muitas fraturas do tornozelo ainda representam fonte de sequelas graves para os pacientes e isso se deve a dois fatores: a gravidade da fratura e experiência do cirurgião ortopedista.

A cirurgia consiste em re-estabelecer a posição dos ossos à sua forma original (sempre que possível) e fixá-los com o uso de placas e parafusos. Existem várias opções de implantes cirúrgicos disponíveis no mercado e o cirurgião deve fazer a escolha (sempre que possível) do material mais adequado para cada caso.

Fratura Bimaleolar fixada com placa e parafusos

Após a cirurgia, muitos pacientes já podem iniciar o trabalho de reabilitação precocemente, podendo caminhar com uso de muletas e começar os exercícios de fisioterapia. Pacientes jovens, em idade produtiva, sem outras doenças graves e os atletas, devem optar pelo tratamento cirúrgico. A reabilitação precoce pode ter que esperar um pouco mais em casos específicos como nos pacientes com diabéticos, osteoporose grave e outras situações que prejudiquem a estabilidade óssea após a fixação cirúrgica.

Em média, o tempo de recuperação completa é de aproximadamente 90 dias, podendo se estender a até 6 meses para casos mais complicados.

Reabilitação pós fratura do tornozelo

Para agendar uma consulta clique aqui www.drandredonato.com.br ou ligue (011) 2165-2384 / 96307-5857
Para falar com o Dr. André Donato: dr.andredonato@gmail.com

Ortopedista Especialista em Pé e Tornozelo

Na ortopedia, assim como em todas as área das ciências médicas, o conhecimento cresce exponencialmente e cada dia. Com essa tendência, surgiram as subespecialidades. A Cirurgia do Pé e Tornozelo é uma destas áreas e evoluiu muito nas últimas duas décadas no que diz respeito ao diagnóstico, compreensão das doenças dos pés, tratamentos oferecidos e cirurgias. O ortopedista especialista em pé e tornozelo trata uma ampla variedade de patologias que variam desde calosidades nos dedos dos pés até a realização de cirurgia para o implante de próteses de substituição do tornozelo com artrose.
Caso você sofra com problemas ortopédicos no pé ou tornozelo, agende sua consulta na certeza de que o seu caso será estudado com cuidado e o melhor tratamento disponível lhe será oferecido.
Dr. André Donato Baptista
-Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 1999.
– Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP onde também se especializou em Cirurgia do Pé e Tornozelo e em Medicina Esportiva.
– Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.
– Membro da AAOS  ( American Academy of Orthopaedic Surgeons ).
– Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Pé e Tornozelo.
– Membro da Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque.
– Foi Médico da Seleção Brasileira Feminina de Voleibol de 2005 a 2010 (Campeã Olímpica em Pequim 2008).
– Desenvolve atividades de ensino e pesquisa como Médico Preceptor e Chefe do Grupo de Cirurgia do Pé e Tornozelo da Associação Beneficente Nossa Senhora do Pari (centro de formação de especialistas).
– É médico Cirurgião Ortopedista que atua no Corpo Clínico dos hospitais: Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital São Luiz – Morumbi, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Abreu Sodré (AACD), Hospital 9 de Julho, entre outros.
– Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva dos Pés
– Atuo no tratamento e prevenção das lesões ortopédicas do joelho, tornozelo e pé.
– Cirurgia do Pé e Tornozelo : Hálux Valgo (“Joanetes”), Lesões Ligamentares, Calosidades, Artroscopia do Tornozelo, Fraturas de Estresse, etc..
Fale com o Dr. André : dr.andredonato@gmail.com
Agende uma consulta pelo tel: (11) 2165-2384 ou 96307-5857
Consultório: Rua Joaquim Floriano, 466 cj. 1014 – Itaim Bibi – São Paulo

Correr pode fazer bem ao seus joelhos

A maior conscientização da população acerca dos benefícios do estilo de vida saudável fez o número de praticantes de corrida crescer exponencialmente nas últimas duas décadas. Com esse aumento no número de praticantes, muito deles sem qualquer intimidade com o esporte e sem nenhuma orientação, houve também crescimento no número de lesões decorrentes da atividade física.
Diante deste quadro, muito colegas ortopedistas não habituados ao tratamento de atletas, transformaram a corrida no grande vilão das lesões ortopédicas, principalmente aquelas que afetam os pés e os joelhos. Mas, será que correr faz mal para os seus joelhos? Correr pode causar desgaste nas articulações?
Um estudo recente realizado por pesquisadores americanos mostrou exatamente o contrário!
Um grupo de corredores participou como voluntário do estudo e permitiu que os cientistas colhessem amostras de sangue e do líquido de dentro dos joelhos em duas situações: após período de 30 minutos de repouso e após corrida de 30 minutos.
O resultado foi surpreendente! Os joelhos daqueles que correram por 30 minutos mostraram menor concentração de substâncias inflamatórias e nocivas à cartilagem, enquanto que aqueles que repousaram por 30 minutos tiveram um aumento nos níveis de tais substâncias.
O estudo é limitado pois foi feito com pequeno grupo de participantes e não avaliou variáveis como o ritmo de corrida e distância percorrida. Porém, os resultados nestes atletas avaliados foram consistentes e sugerem que a prática moderada de corrida não ajuda a desgastar os joelhos saudáveis e muito provavelmente, protege estes indivíduos do desgaste!
Mais uma vez podemos afirmar, sem medo de errar, que deixar o sedentarismo de lado e praticar atividades físicas só faz bem à saúde!
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Obs: Não respondemos a pedidos de orçamentos de cirurgia por e-mail.

Cirurgia Mini Invasiva de Joanetes

A cirurgia percutânea ou minimamente invasiva do joanete (hálux valgo), não é uma técnica nova. Foi desenvolvida nos Estados Unidos pelo Dr. Stephen Isham (http://drisham.com/en/index.php) , ainda na década de 80, e aperfeiçoada e consagrada pelo ortopedista espanhol Mariano de Prado (http://www.ripollydeprado.com/), a partir dos anos 90. Embora já seja praticada em países da América do Sul como Chile e Argentina, há aproximadamente 10 anos, só chegou ao Brasil há pouco mais de 8 anos. O método consiste na correção do joanete por meio de mini-incisões de pele, de aproximadamente 0,5 cm, pelas quais são introduzidos os instrumentos utilizados na cirurgia. O procedimento é feito sob controle radioscópico (radiografias durante a cirurgia) e utiliza, na maioria dos casos, parafusos especiais para a sua fixação. Assista ao vídeo da técnica percutânea: https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=jCAj1wrYjWs

Cirurgia Percutânea do Joanete

A correção cirúrgica é mantida por meio de enfaixamento do pé por período de até 6 semanas. A cirurgia é feita em regime hospitalar (em centro cirúrgico) e o paciente recebe alta no mesmo dia, podendo, na maioria dos casos, caminhar imediatamente após o procedimento com o auxílio de sandálias ortopédicas especiais.

Sapato especial para o pós operatório

Vale lembrar que não são todos os casos que podem ser corrigidos por esta técnica. A escolha da técnica cirúrgica mais indicada para cada caso, passa por criteriosa avaliação feita pelo ortopedista.
Para maiores esclarecimentos, consulte um ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo.
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Ruptura do Tendão de Aquiles: Causas, Sintomas e Tratamento

A ruptura do tendão de Aquiles é uma lesão que assusta — e com razão. O tendão de Aquiles é a estrutura que liga a musculatura da panturrilha ao osso do calcanhar. É o tendão mais forte do corpo humano e o grande responsável pela força de propulsão que usamos para caminhar e correr.

A boa notícia é que, com o tratamento adequado, a grande maioria dos pacientes recupera a função do membro e volta às suas atividades, inclusive esportivas.

Neste artigo, você vai entender o que causa a ruptura, como identificar os sintomas, quais as opções de tratamento e o tempo esperado de recuperação.

O que é o Tendão de Aquiles?

O tendão de Aquiles pode sofrer com problemas que vão desde as tendinites e tendinopatias — processos inflamatórios e degenerativos — até as rupturas completas. A ruptura ocorre quando a musculatura da panturrilha exerce uma tração elevada e súbita sobre o tendão, como nos movimentos de arranque ou saltos.

Em pacientes mais velhos, a ruptura pode ocorrer com traumas de menor energia, como uma força exagerada ao empurrar um objeto pesado.

Principais causas

A ruptura do tendão de Aquiles é mais frequente em:

  • Atletas amadores, especialmente os que praticam o famoso “futebol do final de semana”
  • Esportes com movimentos de arranque, corrida e salto
  • Pacientes com tendinopatia de Aquiles prévia (tendão já fragilizado)
  • Uso de medicações como corticoides e algumas classes de antibióticos (fluoroquinolonas)
  • Pacientes acima de 40 anos, com menor elasticidade tendínea

Síndrome da Pedrada: como identificar a lesão

A ruptura do tendão de Aquiles é também conhecida como “síndrome da pedrada”. O nome descreve exatamente a sensação: no momento em que a pessoa inicia uma arrancada rápida para a corrida, sente um tranco na parte de trás da perna ou tornozelo, como se tivesse recebido uma pancada ou pedrada no local.

Os sintomas imediatos incluem:

  • Dor intensa na região posterior do tornozelo
  • Sensação de “estalo” ou “tranco” no momento da lesão
  • Incapacidade parcial ou total de apoiar o pé no chão
  • Dificuldade ou impossibilidade de ficar na ponta dos pés
  • Inchaço e hematoma na região

Atenção: se você suspeita de uma ruptura do tendão de Aquiles, procure atendimento médico com urgência. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo ortopedista especialista em pé e tornozelo por meio do exame clínico. O médico irá palpar a região do tendão e realizar manobras específicas, como o teste de Thompson (apertar a panturrilha e observar se o pé se movimenta).

Exames de imagem como a Ultrassonografia e a Ressonância Magnética podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da lesão.

Tratamento: cirúrgico ou não cirúrgico?

O tratamento ideal deve ser individualizado, levando em conta a idade do paciente, seu nível de atividade física e a presença de doenças associadas.

Tratamento não cirúrgico

Reservado para pacientes mais idosos e com menor demanda física. Consiste em:

  • Imobilização por aproximadamente 2 meses
  • Programa de reabilitação fisioterápica intenso
  • Uso de bota ortopédica com ajuste gradual do ângulo do pé

É importante saber que os tendões tratados de forma não cirúrgica tendem a cicatrizar ligeiramente alongados, o que pode causar perda de força na perna e prejudicar o caminhar e a performance esportiva.

Tratamento cirúrgico

Indicado principalmente para pacientes jovens e atletas. A cirurgia é capaz de restabelecer por completo a anatomia e função do tendão, sem déficit de força.

A recuperação pós-operatória inclui:

  • Imobilização por 4 a 6 semanas
  • Fisioterapia motora para recuperar força, equilíbrio e resistência
  • Apoio precoce do pé para caminhar (protegido pela imobilização) — estudos mostram que isso promove cicatrização de melhor qualidade das fibras do tendão
  • Retorno à corrida entre 4 e 6 meses após a cirurgia
  • A partir do 3º mês, o paciente já pode praticar caminhada, bicicleta e musculação

Tempo de recuperação

AtividadePrazo estimado
Caminhar com imobilizaçãoImediato (com proteção)
Retirar imobilização4 a 6 semanas
Caminhada, bicicleta, musculaçãoA partir de 3 meses
Retorno à corrida4 a 6 meses
Retorno a esportes de alto impacto6 a 9 meses

Perguntas Frequentes (FAQ)

A ruptura do tendão de Aquiles precisa de cirurgia?

Depende. Para pacientes jovens, atletas ou pessoas com alta demanda física, a cirurgia é a melhor opção pois restaura a força original do tendão. Para pacientes idosos ou com baixa demanda, o tratamento não cirúrgico pode ser suficiente.

Quanto tempo leva para voltar a andar normalmente?

Com o tratamento cirúrgico, o paciente já caminha com imobilização desde o primeiro dia. O retorno à marcha sem proteção ocorre entre 4 a 6 semanas, e a caminhada sem limitações por volta de 3 meses.

É possível romper o tendão de Aquiles dos dois lados?

Sim, embora seja raro. A ruptura bilateral pode ocorrer em pacientes que fazem uso prolongado de corticoides ou têm doenças sistêmicas que fragilizam os tendões.

O que acontece se não tratar a ruptura?

Sem tratamento, o tendão pode cicatrizar de forma inadequada e alongada, resultando em perda permanente de força, dificuldade para caminhar e incapacidade para correr ou praticar esportes.

Fisioterapia é obrigatória após a cirurgia?

Sim. A reabilitação fisioterápica é parte fundamental do tratamento. Ela recupera a força muscular, o equilíbrio, a propriocepção e a resistência do membro operado, além de prevenir novas lesões.

Qual a diferença entre tendinite e ruptura do tendão de Aquiles?

A tendinite é uma inflamação do tendão, que causa dor mas mantém a estrutura íntegra. A ruptura é o rompimento completo ou parcial das fibras do tendão, com perda de função. Saiba mais sobre tendinopatias do Aquiles em nossos artigos.

Quando procurar um especialista?

Se você ouviu um estalo na panturrilha durante atividade física, sentiu dor intensa na parte de trás do tornozelo e não consegue ficar na ponta do pé, procure imediatamente um ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem toda a diferença no resultado final.

Dr. André Donato Baptista — Ortopedista Especialista em Cirurgia do Pé e Tornozelo
Formado pela USP, com atuação nos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz. Foi médico da Seleção Brasileira Feminina de Voleibol (2005-2010).

Agende sua consulta: (11) 2165-2384 | 96307-5857
E-mail: dr.andredonato@gmail.com

Consultório: Rua Joaquim Floriano, 466, cj. 1014 — Itaim Bibi, São Paulo

Tratamento de Joanete

Cirurgia de Joanete

O joanete — nome popular do hálux valgo — é uma das deformidades mais comuns que afetam os pés. Estima-se que cerca de 35% das pessoas acima dos 65 anos apresentem joanetes em algum grau. A condição vai além da estética: dor, dificuldade para calçar sapatos fechados e limitação nas atividades do dia a dia são queixas frequentes.

Neste artigo, você vai entender o que causa o joanete, como evoluem os sintomas, quais as opções de tratamento e quando a cirurgia é realmente indicada.

O que é o Hálux Valgo (Joanete)?

O hálux valgo é uma deformidade progressiva que acomete a articulação do dedão do pé (hálux) com o primeiro osso metatarsiano. Com o tempo, o dedão desvia-se lateralmente em direção aos outros dedos, formando uma saliência óssea na parte interna do pé.

Essa saliência — o “joanete” — é uma calosidade dolorosa que se forma pelo atrito contra o calçado, especialmente sapatos de bico fino. Com a evolução da deformidade, é comum que o paciente sinta dor em toda a parte da frente dos pés (antepé) e desenvolva deformidades associadas nos dedos menores, como os dedos em garra.

Principais causas

O joanete tem origem multifatorial. As principais causas incluem:

  • Fatores genéticos — histórico familiar é o fator mais comum
  • Uso de calçados inadequados — sapatos de bico estreito e salto alto favorecem o desalinhamento
  • Alterações biomecânicas — pé plano, hipermobilidade articular, pisada pronada
  • Doenças inflamatórias — como a artrite reumatoide

Sintomas: quando procurar um médico?

Os sintomas tendem a piorar com o tempo. Os mais comuns são:

  • Dor na parte interna do pé, ao caminhar ou usar sapatos fechados
  • Vermelhidão e inchaço sobre a articulação do dedão
  • Calosidades dolorosas na região
  • Dificuldade progressiva para usar calçados
  • Deformidades associadas nos dedos menores
  • Dor em toda a planta do pé (metatarsalgia)

Se você apresenta dor persistente ou dificuldade para calçar sapatos, o ideal é buscar avaliação de um ortopedista especialista em pé e tornozelo.

Tratamento sem cirurgia

O tratamento inicial do joanete é sempre conservador, ou seja, sem cirurgia. As medidas incluem:

Adaptação dos calçados: a primeira e mais importante medida. Prefira sapatos com bico largo, que se encaixem melhor ao formato dos seus pés.

Palmilhas ortopédicas: podem ajudar a distribuir melhor a pressão sob os pés e aliviar os sintomas.

Órteses e afastadores: próteses de silicone entre os dedos podem trazer alívio temporário, mas não corrigem a deformidade nem impedem sua progressão.

Fisioterapia: exercícios de fortalecimento da musculatura intrínseca do pé podem ajudar a retardar a evolução.

Atenção: ao contrário do que muitos pensam, órteses e afastadores não endireitam o joanete. Uma vez instalada a deformidade, a tendência natural é de piora progressiva.

Cirurgia de Joanete: quando é necessária?

O tratamento cirúrgico está indicado quando:

  • A dor é intensa e limita as atividades do dia a dia
  • O paciente não consegue usar calçados fechados
  • As medidas conservadoras não trouxeram alívio suficiente
  • Há deformidades associadas que comprometem a função do pé

NUNCA se deve operar um joanete apenas por razões estéticas! A cirurgia tem como objetivo principal aliviar a dor e recuperar a função do pé. A melhora estética é uma consequência, não o objetivo primário.

Tipos de cirurgia de joanete

Cirurgia convencional

A técnica tradicional, ainda utilizada em casos complexos, envolve incisões maiores e uso de placas e parafusos para a correção e fixação óssea.

Cirurgia percutânea (minimamente invasiva)

Também chamada de cirurgia minimamente invasiva do joanete, essa técnica vem ganhando cada vez mais espaço.

As principais vantagens são:

  • Mini-incisões de aproximadamente 0,5 cm
  • Menos dor no pós-operatório
  • Caminhar já no dia seguinte com sandálias ortopédicas especiais
  • Menor risco de complicações
  • Sem imobilizações gessadas prolongadas
  • Retorno mais rápido às atividades

O paciente recebe alta no mesmo dia da cirurgia e, nos casos mais simples, volta a caminhar livre de proteção especial em aproximadamente 4 semanas. Nos casos mais complexos, esse período pode chegar a 6 semanas.

Vale lembrar que nem todos os casos podem ser corrigidos pela técnica percutânea. A escolha da melhor técnica depende de uma avaliação criteriosa feita pelo ortopedista.

Recuperação pós-cirúrgica

O pós-operatório da cirurgia de joanete mudou muito nos últimos anos. Hoje, o paciente:

  • Caminha com sandálias ortopédicas já no 1º dia de pós-operatório
  • Retira o enfaixamento em 2 a 3 semanas
  • Retorna ao uso de sapatos normais entre 4 a 6 semanas
  • Volta a dirigir e trabalhar (atividades sedentárias) em 3 a 4 semanas
  • Pratica atividades físicas leves a partir de 8 semanas

A reabilitação fisioterápica é parte fundamental do processo e ajuda a recuperar a força, o equilíbrio e a mobilidade do pé operado.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Joanete tem cura sem cirurgia?

Não há cura definitiva sem cirurgia, pois a deformidade óssea já está instalada. Mas o tratamento conservador pode aliviar os sintomas e retardar a progressão.

A cirurgia de joanete dói muito?

Não. Com as técnicas modernas — especialmente a cirurgia percutânea — o pós-operatório é muito mais tranquilo. A dor é controlada com medicação oral e, na maioria dos casos, o paciente já caminha no dia seguinte.

Quanto tempo dura a cirurgia de joanete?

Em média, de 40 minutos a 1 hora, dependendo da complexidade do caso e da técnica utilizada.

Plano de saúde cobre a cirurgia de joanete?

Sim, a cirurgia de correção do hálux valgo é coberta pelos planos de saúde quando há indicação médica baseada em dor e limitação funcional — jamais por estética.

Qual a diferença entre joanete e dedo em garra?

São deformidades diferentes, embora possam ocorrer juntas. O joanete é o desvio do dedão para fora; o dedo em garra é a contratura dos dedos menores, que ficam curvados.

Quando procurar um especialista?

Se você sente dor no pé ao caminhar, tem dificuldade para usar calçados ou percebe que o joanete está aumentando, não espere o quadro se agravar. Quanto antes a avaliação for feita, maiores as chances de sucesso com o tratamento, seja conservador ou cirúrgico.

Dr. André Donato Baptista — Ortopedista Especialista em Cirurgia do Pé e Tornozelo
Formado pela USP, com atuação nos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz. Foi médico da Seleção Brasileira Feminina de Voleibol (2005-2010).

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Obs: Não respondemos a pedidos de orçamentos de cirurgia por e-mail.

Cirurgia nos pés para idosos

As deformidades nos dedos dos pés, como joanetes e dedos em garra, são comuns entre a população idosa. Aproximadamente 35% das pessoas acima dos 65 anos apresentam joanetes, que muitas vezes causam dor, desconforto ao caminhar e até dificuldades para usar calçados. Para idosos com boa saúde, a cirurgia percutânea surge como uma alternativa segura e eficaz para corrigir essas deformidades.

Vantagens da Cirurgia Percutânea em Idosos

A cirurgia percutânea é realizada de forma minimamente invasiva, o que significa menor trauma nos tecidos ao redor da área operada. Como resultado, os pacientes experimentam menos dor no pós-operatório e uma recuperação mais rápida. Além disso, essa técnica minimiza o risco de complicações, sendo ideal para pacientes idosos que podem estar preocupados com os riscos associados a cirurgias mais invasivas.

Avaliação Pré-Cirúrgica e Qualidade de Vida

Antes de qualquer procedimento, é fundamental que o paciente passe por uma avaliação clínica completa. Se não houver condições de saúde que contraindiquem a cirurgia, a cirurgia percutânea pode melhorar consideravelmente a qualidade de vida dos idosos, aliviando a dor e permitindo um retorno mais rápido às atividades cotidianas.

Saiba Mais sobre o Tratamento de Joanetes e Dedos em Garra

Para quem busca uma solução viável e segura para deformidades nos dedos dos pés, a cirurgia percutânea pode ser uma excelente opção. Para saber mais sobre o tratamento de joanetes e dedos em garra em idosos, acesse nosso site oficial do Dr. André Donato ou agende uma consulta.

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Alongamento Ósseo para Braquimetatarsia

A braquimetatarsia é uma condição ortopédica em que um ou mais dos ossos metatarsos (ossos do pé) são anormalmente curtos, resultando em um dedo do pé visivelmente mais curto que os outros. Essa anomalia pode causar desconforto físico e psicológico, impactando a qualidade de vida dos pacientes. Felizmente, o alongamento ósseo tem se mostrado uma solução eficaz para tratar essa condição. Neste artigo, vamos explorar como o alongamento ósseo pode ajudar pacientes com braquimetatarsia a alcançar resultados estéticos e funcionais satisfatórios.

O que é a Braquimetatarsia?

A braquimetatarsia geralmente afeta o quarto metatarso, embora possa ocorrer em qualquer um dos metatarsos. A causa exata da condição ainda é desconhecida, mas pode estar relacionada a fatores genéticos ou a uma interrupção no crescimento ósseo durante a infância. Os sintomas incluem dor, desconforto ao caminhar e dificuldades para encontrar calçados adequados, além do impacto estético significativo que pode levar a problemas de autoestima.

Como Funciona o Alongamento Ósseo?

O alongamento ósseo, também conhecido como distração osteogênica, é um procedimento cirúrgico que estimula o crescimento de tecido ósseo. O processo começa com a osteotomia, procedimento cirúrgico onde realizamos um corte no osso. Em seguida, um dispositivo de alongamento, chamado fixador externo, é fixado ao osso através de pequenos pinos. Esse dispositivo permite que o osso seja alongado lentamente, criando um espaço que será preenchido por novo tecido ósseo à medida que o corpo cicatriza.

Pré-operatório e resultado final após o alongamento ósseo

Etapas do Procedimento

  1. Avaliação Pré-Operatória: Uma avaliação completa é realizada para determinar a extensão da braquimetatarsia e planejar o procedimento cirúrgico. Exames de imagem, como radiografias, são essenciais para medir o comprimento atual do metatarso e o comprimento desejado.
  2. Cirurgia: Durante a cirurgia, realizamos o corte ósseo (osteotomia) e o fixador externo é instalado. Este dispositivo permite o controle preciso do processo de alongamento, que geralmente começa alguns dias após a cirurgia para permitir a formação inicial de calo ósseo.
  3. Fase de Distração: O paciente ajusta o fixador externo diariamente, geralmente em incrementos de 0,5 a 1 mm por dia. Esse processo gradual de alongamento permite que o novo osso cresça e ocupe espaço de maneira uniforme e sólida.
  4. Consolidação: Após alcançar o comprimento desejado, o osso entra na fase de consolidação, onde o novo tecido ósseo se fortalece e se mineraliza. Esta fase leva algumas semanas , dependendo da velocidade de crescimento ósseo do paciente.
  5. Remoção do Fixador: Uma vez que o osso esteja completamente consolidado, o fixador externo é removido e o paciente pode voltar a caminhar normalmente.

Benefícios e Riscos

O alongamento ósseo para braquimetatarsia oferece vários benefícios, incluindo a correção estética, melhora da função do pé e alívio da dor. No entanto, como qualquer procedimento cirúrgico, há riscos envolvidos, como infecções, rigidez articular e complicações relacionadas ao fixador externo. É essencial que o paciente siga rigorosamente as orientações do cirurgião e participe de sessões de fisioterapia para garantir a melhor recuperação possível.

Se você ou alguém que você conhece está lidando com braquimetatarsia, considere consultar um cirurgião ortopédico especializado para discutir as opções de tratamento. O alongamento ósseo pode ser a chave para restaurar a confiança e o conforto nos seus pés.


Para mais informações sobre procedimentos cirúrgicos e cuidados ortopédicos, siga nosso perfil no Instagram @drandredonato e acompanhe nossas postagens regulares sobre saúde dos pés e tornozelos.

Tratamento da Fratura do Tornozelo

O tratamento da fratura do tornozelo pode variar dependendo da gravidade da fratura e de outros fatores individuais. No entanto, existem algumas abordagens comuns no tratamento dessa lesão.

  1. Imobilização: Na maioria dos casos de fratura de tornozelo, o primeiro passo é imobilizar a área afetada. Isso pode ser feito por meio do uso de uma tala, uma bota de gesso ou um dispositivo ortopédico especializado, como uma órtese de tornozelo. A imobilização ajuda a manter os ossos alinhados corretamente e permite que ocorra a cicatrização adequada.
  2. Redução e alinhamento: Em algumas fraturas, pode ser necessário realizar uma redução, que é o realinhamento dos ossos fraturados. Isso pode ser feito manualmente, sob anestesia local ou geral, ou pode exigir uma intervenção cirúrgica. O objetivo da redução é restaurar a anatomia normal do tornozelo, facilitando a cicatrização adequada e minimizando complicações a longo prazo. Atualmente, as manobras de redução das fraturas do tornozelo para o tratamento no gesso são feitas apenas em casos de exceção, onde o paciente não pode passar por tratamento cirúrgico devido a alguma outra condição de saúde.
  3. Cirurgia: Na maioria dos casos de fratura de tornozelo, a cirurgia é necessária. Isso ocorre quando a fratura há desalinhamento significativo dos fragmento dos ossos fraturados e/ou lesões nos ligamentos. Durante a cirurgia, os ossos são realinhados, fixados com placas, parafusos ou pinos, e os ligamentos podem ser reparados ou reconstruídos, se necessário.
  4. Reabilitação: Após a imobilização ou cirurgia, é importante iniciar a reabilitação do tornozelo. Isso geralmente envolve exercícios de fortalecimento e alongamento, fisioterapia e, em alguns casos, reabilitação aquática. O objetivo é restaurar a função e a amplitude de movimento do tornozelo, além de fortalecer os músculos ao redor da articulação para evitar recorrências.

É fundamental seguir as orientações médicas e do fisioterapeuta durante todo o processo de tratamento. O tempo de recuperação pode variar dependendo da gravidade da fratura, mas é importante permitir que o tornozelo se cure adequadamente antes de retomar atividades normais ou esportes de alto impacto.

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Lesão de Lisfranc

As lesões da articulação de Lisfranc são um tipo específico de lesão que ocorre na região do pé conhecida como articulação de Lisfranc. Essa articulação é formada pela união dos ossos do tarso com os metatarsos, sendo importante para a estabilidade e mobilidade do pé durante a marcha e atividades físicas.

Articulação de Lisfranc

As lesões da articulação de Lisfranc podem ser causadas por traumas diretos ou indiretos, como quedas, acidentes de carro, lesões esportivas ou até mesmo torções severas do pé. Essas lesões variam em gravidade, desde uma simples entorse até fraturas e deslocamentos completos da articulação.

Os principais sintomas de uma lesão na articulação de Lisfranc incluem dor intensa na região do médio pé, inchaço, hematoma, dificuldade em apoiar o peso do corpo no pé afetado e dificuldade em movimentar os dedos do pé. Em casos mais graves, pode haver deformidade visível.

Para diagnosticar uma lesão de Lisfranc, o médico realizará um exame físico detalhado, avaliando a dor, o inchaço e a estabilidade da articulação. Além disso, exames de imagem, como radiografias, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, podem ser solicitados para avaliar a extensão da lesão e verificar se há fraturas ou deslocamentos.

Fraturas com deslocamento da Lisfranc

O tratamento das lesões de Lisfranc depende da gravidade da lesão. Em casos mais leves, onde não há fraturas ou deslocamentos, o tratamento com uma bota ortopédica ou gesso, repouso, aplicação de gelo e uso de medicamentos para alívio da dor e redução do inchaço, podem ser suficientes

Nos casos mais graves, como fraturas ou deslocamentos da articulação, pode ser necessária intervenção cirúrgica. A cirurgia geralmente envolve a fixação dos ossos com placas, parafusos ou fios para restaurar a estabilidade e promover a cicatrização adequada. Após a cirurgia, o paciente precisará seguir um programa de reabilitação, que pode inclui a fisioterapia com exercícios específicos para fortalecer a musculatura e reabilitar a função do pé.

Tratamento cirúrgico com fios e parafusos

É importante destacar que as lesões da articulação de Lisfranc podem ter complicações a longo prazo se não forem tratadas adequadamente. A dor crônica, a instabilidade da articulação e a artrite pós-traumática são algumas das complicações que podem ocorrer. Portanto, é fundamental buscar tratamento médico adequado assim que os sintomas surgirem.

A prevenção de lesões na articulação de Lisfranc pode ser difícil, principalmente em casos de traumas acidentais. No entanto, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de lesões no pé, como usar calçados adequados para a prática da atividade física.

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Cirurgia Mini invasiva de Joanete

A correção de joanete minimamente invasiva é um procedimento cirúrgico realizado para corrigir uma deformidade no pé conhecida como joanete ou hálux valgo. Nesse tipo de cirurgia, são utilizadas técnicas menos invasivas em comparação com as abordagens tradicionais, o que geralmente resulta em menor dor, tempo de recuperação mais rápido e menor risco de complicações.

Existem diferentes abordagens minimamente invasivas para a correção de joanete, mas uma das técnicas mais comuns é conhecida como cirurgia percutânea. Nesse procedimento, são feitos pequenos cortes na pele e nos tecidos moles próximos ao joanete, através dos quais são inseridos instrumentos especiais, como fios ou pequenas brocas. Esses instrumentos permitem a realização de cortes nos ossos do pé, a correção da deformidade e, em alguns casos, a fixação dos ossos com parafusos ou outros dispositivos.

A principal vantagem da correção de joanete minimamente invasiva é a recuperação mais rápida. Geralmente, os pacientes podem começar a andar logo após a cirurgia, usando calçados especiais ou órteses para proteger o pé durante a cicatrização. Além disso, a dor e o inchaço costumam ser menores em comparação com as técnicas cirúrgicas tradicionais.

É importante ressaltar que a correção de joanete, seja por meio de técnicas minimamente invasivas ou convencionais, é um procedimento cirúrgico e envolve riscos. Sempre consulte um médico especialista para avaliar sua condição e discutir as opções de tratamento disponíveis, considerando os benefícios e riscos envolvidos.

Lesões da Articulação de Lisfranc

O que é  a articulação de Lisfranc ?

É a junção entre os ossos da parte da frente do pé (antepé), chamados de metatarsos, e os ossos do meio do pé (tarso).

Como ocorrem as lesões da articulação de Lisfranc ?

As lesões desta região podem ser resultado de torções, quedas, traumas diretos, acidentes automobilísticos, etc.  O fato é que algum destes traumas produzem alterações na posição ideal entre os ossos da articulação de Lisfranc.. As lesões podem ser exclusivamente ligamentares (luxações) ou associadas a fraturas (fratura-luxação).

Lesão da articulação de Lisfranc – Diagnóstico

Após sofrer este tipo de lesão, é comum que o paciente evolua com um inchaço intenso na região e incapacidade de apoiar o pé no chão para caminhar. O diagnóstico é feito  por meio do exame clínico, realizado pelo ortopedista, e radiografias. Em muitos casos, uma avaliação complementar com Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética pode ser necessária.

Fraturas de Lisfranc

Lesão da Articulação de Lisfranc – Tratamento

Salvo raras exceções, o tratamento das lesões da Lisfranc é obrigatoriamente cirúrgico. O objetivo da cirurgia é re-estabelecer a congruência articular, ou seja, recolocar ossos e ligamentos em sua posição ideal. Os ossos são reposicionados e fixados, em geral de forma temporária, com fios metálicos ou parafusos.

Fixação com fios e parafusos

Prognóstico

O prognóstico de recuperação completa da função do pé após as Lesões de Lisfranc está diretamente relacionado à gravidade da lesão inicial e à qualidade do tratamento realizado. Nas lesões ligamentares puras, é muito provável o retorno completo às atividades de vida diária e mesmo às atividades físicas, sem nenhuma sequela, dentro dos seis meses seguintes à cirurgia. Nos casos onde há fratura associada, o retorno às atividades deve ser discutido com o paciente, sempre baseado na gravidade da lesão inicial.
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Tendinite Patelar

O que é Tendinite Patelar?
É a inflamação que acomete o tendão patelar, também chamado de ligamento patelar. O tendão patelar é a estrutura anatômica que une a patela (rótula) ao osso da perna (tíbia). Atualmente, o termo tendinite tem sido substituído por tendinopatia. O problema afeta mais homens do que mulheres, na proporção de 2:1 e é muito frequente a sua relação com os esportes que envolvem saltos, como o voleibol.

Quais os sintomas da Tendinite Patelar?
O sintoma mais frequente é a dor na parte da frente do joelho, sobre o tendão inflamado. A dor é mais frequente ao subir e descer escadas ou terrenos inclinados, ao ajoelharmos sobre o joelho acometido e também durante atividades físicas.


Tratamento da Tendinite Patelar
O tratamento inicial evolve a diminuição das atividades de impacto, como s saltos, utilização de anti-inflamatórios e fisioterapia. Revisão sistemática da literatura publicada em 2017 no Arthroscopy Journal (
https://www.arthroscopyjournal.org/article/S0749-8063(16)30928-8/fulltext ), sugere que a linha de tratamento fisioterápica mais efetiva envolve o programa de exercícios de fortalecimento excêntrico. O tratamento pode levar de semanas a meses para que se alcance a condição ideal de retorno às atividade esportivas. As injeções de ácido hialurônico no local da dor têm se mostrado eficazes nos casos crônico onde há degeneração das fibras do tendão.
A cirurgia é reservada para os casos onde todos os outros meios falharam ou quando ocorre ruptura do tendão patelar.
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ARTROSE NOS PÉS

A artrose do pé pode se manifestar em diferentes regiões. Só para relembrar, artrose ou osteoartrose, é a doença que acarreta o desgastes das articulações. Para melhor entendermos as causas da doença e seus sintomas, dividimos o pé em três regiões:

  • Retropé (parte de trás do pé), composto pelo osso do calcanhar e pelo tálus;
  • Mediopé, composto pelos ossos navicular, cubóide e cuneiformes;
  • Antepé, composto pelos metatarsos e falanges.
    Artrose do Retropé
    É a artrose que acomete a articulação entre o tálus e o calcâneo. É mais comumente causada por sequelas de fraturas nestes ossos, coalizões tarsais (fusão congênita entre os ossos) ou deformidades adquiridas, como o pé plano adquirido do adulto (assunto já abordado aqui em outro texto). Os sintomas típicos são dor que pode acontecer na parte externa, interna do retropé ou ambas, que piora aos esforços físicos e dificulta o caminhar em terrenos inclinados ou acidentados.

Articulação talo-calcaneana normal
Articulação talo-calcaneana com artrose


Artrose do Mediopé
A artrose isolada do mediopé não é comum mas, pode ocorrer como sequela de fraturas que acometem esta região, osteocondrite ou osteonecrose do osso navicular e também coalizões tarsais. Em geral os sintomas são exuberantes e bastante incapacitantes. A dor está presente aos esforços e pode vir acompanhada de inchaço e deformidades progressivas no pé.

Articulação talo-navicular normal
Articulação talo-navicular com artrose




Artrose do Antepé
São as artroses que acometem a junção tarso metatársica e também as articulações entre os metatarsos e os dedos (metatarso-falangeanas). Nestas regiões, a osteoartrose primária, ou seja, sem causa traumática prévia, é mais comum. Embora também manifestem dor relacionada aos esforços, são, em geral, menos incapacitantes à marcha nas fase iniciais da doença.

Articulação tarso-metatársica normal
Articulação tarso-metatársica com artrose


Tratamento
O tratamento passa por uma avaliação criteriosa do estágio da doença e das possíveis deformidades associadas. Pode-se instituir mudança de hábitos, adaptação da atividade física, uso de medicamentos e fisioterapia, palmilhas ou órteses. Entretanto, nos casos mais avançados, somente o tratamento cirúrgico trará o resultado esperado. O tempo de recuperação após a cirurgia varia conforme a localização da artrose mas, em média, dura de 3 a 4 meses. Na grande maioria dos casos, a cirurgia de escolha é a artrodese (fusão entre ossos).
Para maiores informações, consulte um especialista em pé e tornozelo.
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