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Lesões da Articulação de Lisfranc

O que é  a articulação de Lisfranc ?

É a junção entre os ossos da parte da frente do pé (antepé), chamados de metatarsos, e os ossos do meio do pé (tarso).

Como ocorrem as lesões da articulação de Lisfranc ?

As lesões desta região podem ser resultado de torções, quedas, traumas diretos, acidentes automobilísticos, etc.  O fato é que algum destes traumas produzem alterações na posição ideal entre os ossos da articulação de Lisfranc.. As lesões podem ser exclusivamente ligamentares (luxações) ou associadas a fraturas (fratura-luxação).

Lesão da articulação de Lisfranc – Diagnóstico

Após sofrer este tipo de lesão, é comum que o paciente evolua com um inchaço intenso na região e incapacidade de apoiar o pé no chão para caminhar. O diagnóstico é feito  por meio do exame clínico, realizado pelo ortopedista, e radiografias. Em muitos casos, uma avaliação complementar com Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética pode ser necessária.

Fraturas de Lisfranc

Lesão da Articulação de Lisfranc – Tratamento

Salvo raras exceções, o tratamento das lesões da Lisfranc é obrigatoriamente cirúrgico. O objetivo da cirurgia é re-estabelecer a congruência articular, ou seja, recolocar ossos e ligamentos em sua posição ideal. Os ossos são reposicionados e fixados, em geral de forma temporária, com fios metálicos ou parafusos.

Fixação com fios e parafusos

Prognóstico

O prognóstico de recuperação completa da função do pé após as Lesões de Lisfranc está diretamente relacionado à gravidade da lesão inicial e à qualidade do tratamento realizado. Nas lesões ligamentares puras, é muito provável o retorno completo às atividades de vida diária e mesmo às atividades físicas, sem nenhuma sequela, dentro dos seis meses seguintes à cirurgia. Nos casos onde há fratura associada, o retorno às atividades deve ser discutido com o paciente, sempre baseado na gravidade da lesão inicial.
Para agendar uma consulta clique aqui: www.drandredonato.com.br ou ligue (011) 2165-2384 / 96307-5857
Para falar com o Dr. André Donato: dr.andredonato@gmail.com

Tendinite Patelar

O que é Tendinite Patelar?
É a inflamação que acomete o tendão patelar, também chamado de ligamento patelar. O tendão patelar é a estrutura anatômica que une a patela (rótula) ao osso da perna (tíbia). Atualmente, o termo tendinite tem sido substituído por tendinopatia. O problema afeta mais homens do que mulheres, na proporção de 2:1 e é muito frequente a sua relação com os esportes que envolvem saltos, como o voleibol.

Quais os sintomas da Tendinite Patelar?
O sintoma mais frequente é a dor na parte da frente do joelho, sobre o tendão inflamado. A dor é mais frequente ao subir e descer escadas ou terrenos inclinados, ao ajoelharmos sobre o joelho acometido e também durante atividades físicas.


Tratamento da Tendinite Patelar
O tratamento inicial evolve a diminuição das atividades de impacto, como s saltos, utilização de anti-inflamatórios e fisioterapia. Revisão sistemática da literatura publicada em 2017 no Arthroscopy Journal (
https://www.arthroscopyjournal.org/article/S0749-8063(16)30928-8/fulltext ), sugere que a linha de tratamento fisioterápica mais efetiva envolve o programa de exercícios de fortalecimento excêntrico. O tratamento pode levar de semanas a meses para que se alcance a condição ideal de retorno às atividade esportivas. As injeções de ácido hialurônico no local da dor têm se mostrado eficazes nos casos crônico onde há degeneração das fibras do tendão.
A cirurgia é reservada para os casos onde todos os outros meios falharam ou quando ocorre ruptura do tendão patelar.
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ARTROSE NOS PÉS

A artrose do pé pode se manifestar em diferentes regiões. Só para relembrar, artrose ou osteoartrose, é a doença que acarreta o desgastes das articulações. Para melhor entendermos as causas da doença e seus sintomas, dividimos o pé em três regiões:

  • Retropé (parte de trás do pé), composto pelo osso do calcanhar e pelo tálus;
  • Mediopé, composto pelos ossos navicular, cubóide e cuneiformes;
  • Antepé, composto pelos metatarsos e falanges.
    Artrose do Retropé
    É a artrose que acomete a articulação entre o tálus e o calcâneo. É mais comumente causada por sequelas de fraturas nestes ossos, coalizões tarsais (fusão congênita entre os ossos) ou deformidades adquiridas, como o pé plano adquirido do adulto (assunto já abordado aqui em outro texto). Os sintomas típicos são dor que pode acontecer na parte externa, interna do retropé ou ambas, que piora aos esforços físicos e dificulta o caminhar em terrenos inclinados ou acidentados.

Articulação talo-calcaneana normal
Articulação talo-calcaneana com artrose


Artrose do Mediopé
A artrose isolada do mediopé não é comum mas, pode ocorrer como sequela de fraturas que acometem esta região, osteocondrite ou osteonecrose do osso navicular e também coalizões tarsais. Em geral os sintomas são exuberantes e bastante incapacitantes. A dor está presente aos esforços e pode vir acompanhada de inchaço e deformidades progressivas no pé.

Articulação talo-navicular normal
Articulação talo-navicular com artrose




Artrose do Antepé
São as artroses que acometem a junção tarso metatársica e também as articulações entre os metatarsos e os dedos (metatarso-falangeanas). Nestas regiões, a osteoartrose primária, ou seja, sem causa traumática prévia, é mais comum. Embora também manifestem dor relacionada aos esforços, são, em geral, menos incapacitantes à marcha nas fase iniciais da doença.

Articulação tarso-metatársica normal
Articulação tarso-metatársica com artrose


Tratamento
O tratamento passa por uma avaliação criteriosa do estágio da doença e das possíveis deformidades associadas. Pode-se instituir mudança de hábitos, adaptação da atividade física, uso de medicamentos e fisioterapia, palmilhas ou órteses. Entretanto, nos casos mais avançados, somente o tratamento cirúrgico trará o resultado esperado. O tempo de recuperação após a cirurgia varia conforme a localização da artrose mas, em média, dura de 3 a 4 meses. Na grande maioria dos casos, a cirurgia de escolha é a artrodese (fusão entre ossos).
Para maiores informações, consulte um especialista em pé e tornozelo.
Para agendar uma consulta, ligue (011) 2165-2384 / 96307-5868
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O que é Sesamoidite?

Abordaremos neste texto uma doença pouco frequente no consultório do cirurgião de pé e desconhecida do público em geral, a Sesamoidite.

Sesamóides do Hálux

Sesamóides são dois pequenos osso localizados na parte da frente dos pés, logo abaixo da cabeça do primeiro metatarso:

Localização dos ossos sesamóides
Sesamóides no raio-X

A função dos sesamóides é a distribuição adequada do peso sob a região quando pisamos e também funcionam como estabilizadores e roldanas que transmitem a força exercida pelo tendão flexor ao dedão (hálux) quando caminhamos.

O que é sesamoidite?

É a “inflamação” que acomete os ossos sesamóides.

Sesamoidite – Sintomas

A quadro clínico clássico é a dor intensa sob os sesamóides durante o caminhar. A dor é exacerbada ao se caminhar descalço, com sapatos de solado muito rígido e piora com o uso de salto alto e, por essa razão, é mais frequente entre as mulheres.

Local da dor

Sesamoidite – Causas

Além dos calçados de salto alto, pode também pode ser causada por trauma local, atividades físicas (corrida, futebol, esporte de salto, etc) e pode estar associada à presença de pé cavo.

Sesamoidite – Tratamento

O tratamento inicial é feito com a adaptação dos calçados, medicação anti-inflamatória, restrição para atividades físicas de impacto e fisioterapia. Nos casos mais graves, pode ser necessário o uso de imobilizações para o pé e muletas. A melhora completa do quadro dificilmente ocorre com menos de 90 dias de tratamento. Uma nova opção de tratamento, A Terapia por ondas de Choque, tem-se mostrado bastante eficaz nos casos de sesamoidite, reduzindo a dor e encurtando o tempo de tratamento.
As sesamoidites que seguem sem tratamento por tempo prolongado, podem evoluir para uma grave complicação, a Osteonecrose do sesamóide. Essa é uma situação onde a sobrecarga e inflamação crônicas acarretam prejuízo à circulação sanguínea dentro do osso sesamóide, levando à morte óssea (osteonecrose).

Osteonecrose do Sesamóide

Infelizmente, o quadro é grave e, muitas vezes, irreversível. A osteonecrose pode levar à fratura e fragmentação completa do osso. O quadro causa dor intensa e bastante incapacitante, até mesmo para as atividades simples do dia a dia. Nos casos onde há colapso completo da estrutura do osso sesamóide, a cirurgia para a retirada do osso necrótico (sesamoidectomia) é a opção que resta. É um procedimento cirúrgico simples e com bom índice de sucesso, se realizado de maneira cuidadosa e por cirurgião experiente. A recuperação pós-operatória leva aproximadamente 2 meses.
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Obs: Não fazemos cotação de cirurgia por e-mail.

Osso Navicular Acessório

O que é o osso Navicular Acessório?

Antes de explicar o que é o navicular acessório, é importante conhecer o osso navicular normal.
O navicular é um pequeno osso localizado na região medial do mediopé, na parte interna do pé. Ele participa da articulação entre o retropé e o mediopé e tem um papel importante na manutenção do arco plantar e na movimentação do pé durante a caminhada.
Além disso, o navicular é o local de inserção de parte do tendão tibial posterior, uma estrutura fundamental para a sustentação do arco interno do pé.ar.

Osso Navicular
Local da dor no Navicular Acessório

O que é o navicular acessório?

O navicular acessório é um osso extra, localizado junto ao osso navicular, na região interna do pé. Trata-se de uma variação anatômica congênita, presente em aproximadamente 10 a 20% da população.

Na maioria das pessoas, sua presença não provoca sintomas e não exige qualquer tratamento. Entretanto, em alguns casos, o osso acessório pode causar uma saliência na parte interna do pé, acompanhada de dor e desconforto.

Os sintomas geralmente aparecem durante a infância ou adolescência, especialmente com o aumento da prática de atividades físicas. A dor pode ser agravada por caminhadas prolongadas, corridas e pelo uso de calçados que pressionam a região.

Quando os sintomas surgem na idade adulta, podem estar relacionados a episódios de trauma local, como uma torção do pé, ou ao aumento das solicitações sobre a região.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica, considerando a localização da dor e a presença de sensibilidade sobre o osso acessório.

As radiografias do pé permitem identificar o navicular acessório e avaliar suas características anatômicas. Em situações específicas, a ressonância magnética pode ser solicitada para investigar alterações inflamatórias na região e o comprometimento do tendão tibial posterior.

É importante avaliar também a presença de alterações associadas, como o pé plano, que podem influenciar os sintomas e o planejamento do tratamento.

Navicular acessório: tratamento

O tratamento inicial geralmente é conservador, principalmente nos pacientes que apresentam sintomas recentes.

Entre as opções estão:

  • Redução temporária das atividades físicas que provocam dor.
  • Uso de calçados mais confortáveis, evitando a pressão direta sobre a região.
  • Palmilhas para melhorar a distribuição das cargas sobre o pé, quando indicadas.
  • Fisioterapia.
  • Imobilização temporária em casos de dor mais intensa.

A maioria dos pacientes pode ser tratada sem cirurgia. Entretanto, quando a dor persiste apesar do tratamento conservador e interfere nas atividades habituais ou esportivas, pode ser indicada a abordagem cirúrgica.

Navicular Acessório – Cirurgia

Navicular acessório: cirurgia

A cirurgia é indicada principalmente nos pacientes que apresentam dor persistente, sem melhora satisfatória com o tratamento conservador.

O procedimento mais utilizado consiste na retirada do osso navicular acessório, associada, quando necessário, à reinserção ou ao avanço do tendão tibial posterior, que apresenta relação anatômica direta com essa estrutura.

Nos pacientes que apresentam deformidades associadas, especialmente o pé plano valgo, pode ser necessário realizar procedimentos adicionais para corrigir o alinhamento do pé e melhorar sua função.

Após a cirurgia, geralmente é necessário um período de imobilização e restrição de apoio, seguido de reabilitação fisioterápica progressiva. O tempo de recuperação e o retorno às atividades físicas variam de acordo com o procedimento realizado e as características de cada paciente.

Navicular acessório: cirurgia

A cirurgia é indicada principalmente nos pacientes que apresentam dor persistente, sem melhora satisfatória com o tratamento conservador.

O procedimento mais utilizado consiste na retirada do osso navicular acessório, associada, quando necessário, à reinserção ou ao avanço do tendão tibial posterior, que apresenta relação anatômica direta com essa estrutura.

Nos pacientes que apresentam deformidades associadas, especialmente o pé plano valgo, pode ser necessário realizar procedimentos adicionais para corrigir o alinhamento do pé e melhorar sua função.

Após a cirurgia, geralmente é necessário um período de imobilização e restrição de apoio, seguido de reabilitação fisioterápica progressiva. O tempo de recuperação e o retorno às atividades físicas variam de acordo com o procedimento realizado e as características de cada paciente.

Quando procurar um especialista?

A presença do navicular acessório não significa necessariamente que exista uma doença ou que seja necessário realizar algum tratamento.

Entretanto, se houver dor persistente na parte interna do pé, principalmente durante caminhadas ou atividades físicas, é importante realizar uma avaliação com um especialista em pé e tornozelo para identificar a causa dos sintomas e definir o tratamento mais adequado.
Para maiores informações e agendamento de consultas ligue (011) 2165-2384 / 96307-5857 ou 96307-5857.

Joanete: vale a pena operar?

Uma das cirurgias que mais geram receio entre os pacientes na Ortopedia é a cirurgia para correção do joanete, também conhecido como hálux valgo.

Muitas pessoas que têm essa deformidade convivem com dor, dificuldade para encontrar calçados confortáveis e limitações para caminhar ou praticar atividades físicas. Mesmo assim, acabam adiando a cirurgia por medo da recuperação ou por terem ouvido relatos negativos de pessoas que passaram pelo procedimento há muitos anos.

Mas será que a cirurgia de joanete ainda é tão complicada como antigamente? E, afinal, vale a pena operar o joanete?

É importante entender que boa parte dessa fama negativa vem das técnicas cirúrgicas utilizadas no passado. Há 20 ou 30 anos, algumas operações eram mais agressivas, exigiam períodos prolongados de imobilização e podiam deixar o paciente sem apoiar o pé no chão durante várias semanas.

Alguns pacientes mais velhos ainda relatam experiências de recuperação bastante difíceis, incluindo períodos de até 90 dias sem apoiar o pé.

Felizmente, a cirurgia de joanete evoluiu muito. Atualmente, existem técnicas mais modernas, incluindo a cirurgia minimamente invasiva de joanete, que utiliza pequenas incisões e instrumentos específicos para corrigir a deformidade.

Essas técnicas podem proporcionar uma recuperação mais confortável e menos agressiva em pacientes adequadamente selecionados. O tempo de recuperação, entretanto, depende do tipo de deformidade, da técnica utilizada e das características de cada paciente.

O que acontece quando o joanete não é operado?

O joanete é uma deformidade que provoca o desvio do dedão em direção aos outros dedos, fazendo com que apareça uma saliência na parte interna do pé.

Com o passar do tempo, essa deformidade pode provocar dor, vermelhidão e dificuldade para utilizar calçados fechados. Em alguns pacientes, o dedão chega a pressionar os outros dedos, causando deformidades adicionais.

Nem todo joanete precisa ser operado. Existem pessoas que apresentam uma deformidade importante, mas praticamente não sentem dor ou não têm limitações nas atividades do dia a dia.

Por outro lado, há pacientes com deformidades menores que apresentam bastante desconforto, principalmente ao caminhar, praticar exercícios ou utilizar determinados tipos de calçados.

Por isso, a indicação da cirurgia não depende apenas do tamanho do joanete, mas principalmente dos sintomas e do impacto que ele provoca na qualidade de vida.

O que dizem os estudos científicos sobre a cirurgia de joanete?

Um dos estudos científicos mais interessantes sobre esse assunto foi publicado em 2001 na revista médica JAMA, pelo pesquisador finlandês Markus Torkki e colaboradores.

Os pesquisadores acompanharam 209 pacientes com joanetes dolorosos e dividiram os participantes em três grupos:

  • Um grupo foi submetido à cirurgia para correção do joanete.
  • Outro grupo recebeu tratamento com órteses, dispositivos utilizados para tentar aliviar os sintomas.
  • O terceiro grupo permaneceu em observação, sem tratamento específico.

Após um ano de acompanhamento, os pesquisadores observaram que os pacientes operados apresentaram os melhores resultados, com maior redução da dor, melhora da função do pé e maior satisfação com o tratamento.

Esse estudo é particularmente interessante porque demonstra que, em pacientes com joanete doloroso, a cirurgia pode oferecer benefícios superiores aos tratamentos conservadores.

É importante lembrar que o trabalho avaliou uma técnica cirúrgica específica e pacientes com determinadas características. Portanto, seus resultados não significam que toda pessoa com joanete precise de cirurgia.

Você pode consultar o estudo original no PubMed – Surgery vs Orthosis vs Watchful Waiting for Hallux Valgus.

Quando vale a pena operar o joanete?

Na minha experiência, essa é uma das perguntas mais frequentes durante as consultas.

Minha resposta é que a cirurgia vale a pena quando o joanete provoca dor, dificuldade para utilizar calçados ou limitações nas atividades do dia a dia, especialmente quando essas queixas persistem apesar das medidas de tratamento não cirúrgico.

Algumas situações que podem indicar a necessidade de cirurgia são:

  • Dor frequente na região do joanete.
  • Dificuldade para encontrar calçados confortáveis.
  • Dor durante caminhadas ou atividades físicas.
  • Vermelhidão e irritação provocadas pelo atrito com os calçados.
  • Desvio progressivo do dedão, especialmente quando começa a comprometer os outros dedos.

É importante destacar que a cirurgia não deve ser indicada apenas por razões estéticas. O objetivo principal é aliviar a dor, corrigir a deformidade e melhorar a função do pé.

A cirurgia de joanete é muito dolorosa? Como é a recuperação?

Esse é provavelmente um dos maiores receios dos pacientes.

As técnicas atuais permitem realizar a correção do joanete de maneira menos agressiva em muitos casos. A cirurgia minimamente invasiva, por exemplo, utiliza pequenas incisões e instrumentos especiais para realizar as correções ósseas necessárias.

Dependendo da técnica empregada, o paciente pode começar a caminhar precocemente, utilizando um calçado pós-operatório específico para proteger o pé durante a recuperação.

Entretanto, é importante entender que a cirurgia envolve a correção de estruturas ósseas e exige um período de cicatrização. É normal apresentar algum grau de dor e inchaço nas primeiras semanas.

O tempo necessário para retornar ao trabalho, dirigir, praticar exercícios e utilizar calçados habituais varia de acordo com cada caso e com a técnica utilizada.

Se quiser conhecer melhor esse procedimento, leia também nosso artigo sobre cirurgia minimamente invasiva de joanete.

Afinal, vale a pena operar o joanete?

Quando um paciente me pergunta se vale a pena operar o joanete, minha resposta é: depende dos sintomas e das limitações que a deformidade provoca.

Se existe dor, dificuldade para utilizar calçados e prejuízo nas atividades do dia a dia, a cirurgia pode ser uma excelente alternativa, especialmente quando os tratamentos conservadores não proporcionaram alívio satisfatório.

Por outro lado, se o joanete não provoca dor ou limitações, não existe necessidade de operar apenas porque a deformidade está presente.

O mais importante é realizar uma avaliação individualizada, considerando o grau da deformidade, os sintomas, as expectativas do paciente e as opções de tratamento disponíveis.

Se você tem joanete e está em dúvida sobre a necessidade de cirurgia, procure um ortopedista especializado em cirurgia do pé e tornozelo.

Uma avaliação adequada pode ajudar a esclarecer suas dúvidas e identificar o tratamento mais indicado para o seu caso.

Dr. André Donato
Ortopedia e Cirurgia do Pé e Tornozelo

Agendamento de consultas:
Telefone: (11) 2165-2384
WhatsApp: (11) 96307-5857 / (11) 96307-5868

Dor no Calcanhar da Criança

A causa mais frequente de dor no calcanhar das crianças é a Osteocondrite de Sever ou Doença de Sever.

Local da dor na Doença de Sever

O que é a doença de Sever?
A doença de Sever (também conhecida como apofisite do calcâneo) é um tipo de lesão óssea na qual a placa de crescimento na parte inferior do calcanhar, onde o tendão de Aquiles se liga, fica inflamado e causa dor . A doença de Sever é a causa mais comum de dor no calcanhar em crianças, especialmente aquelas que se exercitam ou praticam esportes regularmente.

O que causa a doença de Sever?
O osso do calcanhar cresce mais rápido do que os ligamentos da perna. Como resultado, os músculos e tendões podem ficar muito tensos e esticados em crianças que estão passando por estirões de crescimento (fases onde o crescimento fica mais acelerado). O calcanhar é especialmente suscetível a lesões, já que o pé é uma das primeiras partes do corpo a crescer e a área do calcanhar não é muito flexível. A doença de Sever ocorre como resultado de estresse repetitivo no tendão de Aquiles. Com o tempo, essa pressão constante no já tenso tendão do calcanhar pode danificar a placa de crescimento, causando dor e inflamação.

Esse estresse e pressão podem resultar de:

  1. Esportes que envolvem correr e pular em superfícies duras (atletismo, basquete e ginástica).
  2. Ficar muito tempo em pé, o que coloca pressão constante no calcanhar sapatos mal ajustados que não fornecem suporte ou acolchoamento suficiente para os pés
  3. Exercícios excessivos ou muito intensos também podem causar a doença de Sever

    A doença de Sever é mais provável de ocorrer durante a fase do crescimento que ocorre na adolescência. Para as meninas, estirões da adolescência ocorrem entre 8 e 13 anos de idade. Para os meninos, geralmente é entre 10 e 15 anos de idade.

A parte de trás do calcanhar endurece e torna-se mais forte quando termina de crescer, razão pela qual Sever raramente ocorre em adolescentes mais velhos.

Quais são os sintomas da doença de Sever?
Os sintomas mais comuns de Sever envolve dor ou sensibilidade em um ou ambos os calcanhares. Essa dor geralmente ocorre na parte de trás do calcanhar, mas também pode se estender para as laterais e parte inferior do calcanhar.

Uma criança com Sever também pode ter estes problemas comuns:

  1. Dor no calcanhar especialmente depois de correr
    dificuldade em caminhar.
  2. Desconforto ou rigidez nos pés ao acordar
    inchaço e vermelhidão no calcanhar
    Os sintomas geralmente são piores durante ou após a atividade e melhoram com o repouso.

O tratamento, na maioria dos casos, envolve a diminuição da intensidade e frequência das atividades físicas de impacto, analgésicos se necessário e uso de calçados mais macios na região do calcanhar. Algum pacientes pode precisar de fisioterapia para a melhora completa dos sintomas.

O importante é consultar o ortopedista para a correta orientação em cada caso. O problema desaparece ao final do crescimento e não costuma deixar qualquer sequela.

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Artrodeses no Pé

O que significa Artrodese?

Artrodese é a cirurgia ortopédica que promove a fusão entre dois ou mais ossos com o intuito de estabilizar a região e eliminar os movimentos das articulações formadas por esses ossos.

A cirurgia do pé e tornozelo é a área de atuação do ortopedista que mais utiliza as artrodeses como opção de tratamento. O pé possui uma estrutura complexa, formado por várias pequenas articulações que podem ser afetadas por processos degenerativos (artrites e artrose) levando a quadros dolorosos incapacitantes e sem perspectiva de recuperação da função local. Assim, quando uma das articulações do pé e/ou tornozelo apresenta grau de desgaste avançado e dor incapacitante, a artrodese passa a ser uma boa opção.

As artrodeses mais utilizadas no pé são: artrodese do retropé e mediopé (para tratamento de artrose, pés planos graves, pés cavos, etc.) e a artrodese do hálux, para tratamento de joanetes muito graves ou do hálux rígido.

Muitos paciente temem sequelas grandes para a função do pé após uma cirurgia de artrodese. Mas, quando há indicação cirúrgica de artrodese a função da articulação doente já está bastante comprometida e a dor é intensa, prejudicando a qualidade de vida. Com a artrodese bem feita e atingindo a fusão óssea completa, a dor melhora muito e o paciente consegue realizar atividades que antes não conseguia.

Imagem radiográfica da artrodese subtalar

Caso você tenha recebido a indicação de artrodese do pé por um especialista capacitado, não hesite muito ou postergue demais a cirurgia, ela virá pra melhorar a sua qualidade de vida.

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Fratura do Calcâneo – Tratamento

A fratura do calcâneo é uma das situações mais desafiadoras para o Ortopedista especializado em Cirurgia do Pé e Tornozelo.
O calcâneo é o osso do calcanhar. A causa mais frequente da fratura do calcâneo é a queda de altura. Outros traumas, como por exemplo, os acidentes automobilísticos, também são responsáveis por uma parcela destas fraturas. O que deve ficar claro é que, para que ocorra uma fratura do calcanhar, há necessidade de um trauma de alta energia.
O calcâneo é um osso de anatomia bastante complexa e pouco compreendida pela maioria dos ortopedistas, que na maioria das vezes, preferem não se aventurar no tratamento desta lesões. Há dois grandes grupos de fraturas do calcâneo e essa divisão, na maioria das vezes, norteia o tratamento. As fraturas são dividas em extra-articulares (fratura que não atravessam a superfície articular) e as intra-articulares. A maioria das fraturas são intra-articulares  e exigem tratamento por meio de cirurgia.

Tomografia da fratura do calcâneo

Nas fraturas do calcâneo, os pacientes manifestam dor intensa, inchaço no calcanhar e incapacidade para apoiar o pé no chão. O diagnóstico é feito por meio de radiografias e o planejamento ideal do tratamento definitivo também exige uma tomografia computadorizada.
Nos casos cirúrgicos, o objetivo é reconstruir a forma óssea o mais próximo possível da original, embora alguma fraturas sejam tão graves, que impossibilitam uma recuperação completa desta anatomia. Os fragmentos ósseo são reposicionados e fixados por meio de parafusos e placas, conforme a opção do cirurgião.

Fratura do calcâneo fixada com placa e parafusos

O período pós-operatório é demorado e exige muitas sessões de fisioterapia para a reabilitação. O tempo médio de recuperação após uma cirurgia para a fratura do calcâneo é de 6 meses. Em muitos casos, apesar de um tratamento inicial conduzido de forma adequada, a gravidade da fratura pode causar sequelas definitivas para alguns movimentos do pé e dor, de intensidade variável, relacionada aos esforços do dia a dia. Por isso, se você sofreu uma fratura do calcâneo, deve consultar a opinião de um especialista em cirurgia do pé e tornozelo sempre que possível.
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Neuroma de Morton: sintomas, diagnóstico e tratamento

O Neuroma de Morton é um espessamento de um nervo localizado entre os ossos metatarsos do pé, geralmente entre o terceiro e o quarto metatarsos. Essa alteração ocorre em consequência de uma irritação e compressão crônica do nervo, provocando alterações em sua estrutura.

O neuroma de Morton nem sempre causa sintomas. Entretanto, quando se torna sintomático, pode provocar dor na parte da frente do pé, especialmente na região próxima aos dedos, além de queimação, sensação de choque, formigamento e dormência nos dedos envolvidos.

Em alguns pacientes, a dor pode se irradiar para os dedos ou para outras regiões do pé. Os sintomas tendem a piorar durante a caminhada e com o uso de calçados apertados, de bico estreito ou de salto alto.

Qual é a causa do Neuroma de Morton?

O neuroma de Morton está relacionado à compressão e irritação repetitiva dos nervos que passam entre os metatarsos. Essa sobrecarga mecânica pode provocar alterações progressivas no nervo, levando ao seu espessamento.

É mais frequente nas mulheres, provavelmente pela maior utilização de calçados de salto alto e com a parte da frente estreita, que favorecem a compressão dos metatarsos e dos nervos interdigitais.

Outros fatores, como alterações na anatomia dos pés e determinadas deformidades dos dedos e metatarsos, também podem contribuir para o desenvolvimento do problema.

Como é feito o diagnóstico do Neuroma de Morton?

O diagnóstico do neuroma de Morton começa com uma avaliação clínica cuidadosa. Durante o exame físico, o ortopedista procura identificar o ponto de maior sensibilidade e reproduzir os sintomas por meio da compressão da região entre os metatarsos.

Exames de imagem podem ajudar a confirmar o diagnóstico. A ultrassonografia e a ressonância magnética são os principais exames utilizados para identificar o espessamento do nervo e avaliar possíveis alterações associadas.

É importante destacar que nem todo neuroma identificado em exames de imagem é responsável pela dor do paciente. Algumas pessoas apresentam espessamentos dos nervos sem qualquer sintoma. Por isso, o resultado do exame deve sempre ser interpretado em conjunto com a história clínica e o exame físico.

Neuroma de Morton na Ressonância Magnética

Neuroma de Morton: tratamento

O tratamento inicial do neuroma de Morton consiste em medidas para diminuir a compressão sobre o nervo e reduzir a sobrecarga na parte da frente do pé.

Entre as principais opções estão:

  • Adaptação dos calçados: dar preferência a calçados com a parte da frente mais larga, que permitam acomodar os dedos sem compressão, evitando saltos altos.
  • Palmilhas: podem ser utilizadas para redistribuir a pressão na região dos metatarsos e aliviar a sobrecarga sobre o nervo.
  • Medicação: medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios podem ser úteis em situações selecionadas.
  • Fisioterapia: pode auxiliar no controle dos sintomas e na abordagem de fatores biomecânicos associados.
  • Infiltrações: a aplicação local de medicamentos, geralmente corticoides, pode proporcionar alívio dos sintomas em determinados pacientes.

Quando essas medidas não proporcionam melhora satisfatória, outras opções de tratamento podem ser consideradas, incluindo procedimentos cirúrgicos.

É importante lembrar que a indicação do tratamento depende da intensidade dos sintomas, do tempo de evolução e das alterações encontradas durante a avaliação do pé.

Cirurgia para Neuroma de Morton

A cirurgia é considerada para os pacientes que permanecem com dor e limitação funcional apesar do tratamento conservador.

O procedimento tradicional consiste na retirada do segmento do nervo comprometido pelo neuroma (neurectomia). Em casos selecionados, pode-se optar pela descompressão do nervo, preservando sua continuidade.

Quando existem deformidades associadas dos metatarsos ou dos dedos que contribuem para a sobrecarga mecânica, essas alterações também podem ser corrigidas durante o mesmo procedimento.

A recuperação depende da técnica utilizada e da necessidade de correção de alterações associadas. Nos casos em que a cirurgia é restrita à retirada do neuroma, o retorno progressivo às atividades cotidianas costuma ocorrer nas primeiras semanas.

É importante esclarecer que a retirada do nervo pode provocar perda permanente de sensibilidade na região dos dedos correspondentes. Embora geralmente seja bem tolerada, essa possibilidade deve ser discutida antes da cirurgia.

Um diagnóstico preciso é fundamental para o sucesso do tratamento. Nem toda dor na parte da frente do pé é causada pelo neuroma de Morton, e a presença de um neuroma na ressonância magnética, isoladamente, não justifica uma cirurgia.

A avaliação por um ortopedista especialista em pé e tornozelo é essencial para identificar a verdadeira causa dos sintomas e escolher o tratamento mais adequado.


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